Bem vindo ao blog de Dartagnan da Silva Zanela, Cristão católico por confissão, caipira por convicção, professor por ofício, poeta por teimosia, radialista por insistência, palestrante por zoeira, bebedor de café irredutível e escrevinhador por não ter mais o que fazer.

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[pdf] A GAMELA ESTÁ FURADA

A GAMELA ESTÁ FURADA

A GAMELA ESTÁ FURADA

Escrevinhação n. 917, redigido em 25 de outubro de 2011, dia de São Félix e São Proclo.

Por Dartagnan da Silva Zanela

Ensina-nos o escritor Nícolás Gómez Dávila que “os reformadores da sociedade atual se empenham em decorar os camarotes de um barco que está naufragando”. Quando li esta frase da lavra deste aquilatado escritor colombiano, a primeira imagem que veio à minha mente foi a do espírito reformista forever que toma conta de nosso sistema educacional.

Bem, em se falando disso, reflitamos sobre a própria ideia, mal colocada, das infindáveis reformas que há décadas vem sendo implantadas e abusadas, desta sanha por destruir os alicerces de toda a sociedade justificada no intento de melhorá-la.

Quanto, por exemplo, reforma-se uma casa, procura-se apenas reparar os danos que se fazem presentes nela e/ou ampliar-se aqui ou acolá. Todavia, quando se procura trocar os alicerces dessa, o que se têm, antes de qualquer coisa, é um ato insensato. Isso mesmo! Se mexermos nesses a casa cai. Todos sabem disso, menos os ditos reformadores forever do sistema educacional.

Literalmente, os pontos fundamentais de nosso sistema educacional foram totalmente demolidos pelo espírito suíno disfarçado de bom-mocismo que hoje se faz hegemônico em nossa sociedade. A casa caiu sobre as cabeças dos professores, alunos, funcionários e famílias, todos estão vendo os escombros diante de seus olhos e sentindo-os sobre suas cabeças. E, diante disso, o que fazemos? Fechamos as janelas de nossa alma para essa ululante realidade que é o fato de que as melhores intenções nesta seara renderam pútridos frutos que, hoje, estamos colhendo.

Sim, não são poucos os que decoram a tragédia educacional de nosso país, apontando para progressos fictícios e para a necessidade de um maior aprofundamento das mudanças que nos condenaram ao estado em que nos encontramos. Todavia, se a casa já está no chão, o que, ora bolas, pretende-se agora demolir? Não é por menos que a Sacra Escritura nos ensina que o pior cego é aquele teimoso que vendo, recusa-se a enxergar.

Creio que, tal impostura, deva-se a uma necessidade voraz em não admitir que nossa geração errou e errou feio. Ninguém, praticamente, quer admitir que nossos antepassados é que sabiam educar, pois muitos teriam que reconhecer que construímos toda a sua carreira sobre um flácido lamaçal e, salve engano, reconhecer os próprios erros e corrigi-los, assumindo plenamente a responsabilidade pelos seus atos é algo que exige uma maturidade moral e intelectual de grande envergadura. Mas, como gente dessa envergadura é um tipo raro nestas paragens, creio que continuaremos de vento em popa nesta épica marcha para o brejo ritmada ao batuque politicamente correto da gamela furada.

Pax et bonum
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ENTREVISTA COM ROBERTO CAMPOS - RODA VIVA

O silêncio não vai ajudar a Igreja”, diz padre Paulo Ricardo

Paulo Ricardo de Azevedo Júnior é um padre no sentido pleno da palavra. E não apenas por usar batina. Eis um padre que segue o catecismo, o missal e a doutrina católica. Um padre que defende a Igreja e o papa. Um padre estudioso e com grande domínio da palavra. Um padre que conhece profundamente as questões canônicas. Um padre que fala de vida espiritual. Um padre que não ignora este mundo, mas sem jamais esquecer o outro. Um padre que não se furta a criticar outros sacerdotes, sobretudo o chamado “clero progressista”, ligado à teologia da libertação. Um padre à maneira antiga – tão antiga quanto os 2 mil anos da Igreja Católica.

Com todas essas qualidades, o padre Paulo Ricardo está fazendo um grande sucesso com seu trabalho de evangelização na internet. Através do site padrepauloricardo.org, ele diz o que pensa para um público cada vez mais amplo – e constituído em grande parte por jovens.

Nascido em novembro de 1967, o padre Paulo Ricardo foi ordenado em 1992, pelo papa João Paulo II. É bacharel em Teologia e mestre em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Gregoriana (Roma). Membro do Conselho Internacional de Catequese, nomeado pela Santa Sé, pertence à Arquidiocese de Cuiabá (Mato Grosso). É autor de diversos livros e apresenta o programa semanal “Oitavo Dia”, pela Rede Canção Nova de Televisão.

Durante uma visita do padre Paulo Ricardo por Londrina e região, em setembro, o JL realizou a seguinte entrevista. Entre os assuntos abordados, o papel dos cristãos na sociedade contemporânea e uma relação especial com a cidade de Londrina.

Novena pelas Almas do Purgatório

Novena pelas Almas do Purgatório

[pdf] AS DORES DA VIRGEM SANTÍSSIMA

AS DORES DA VIRGEM SANTÍSSIMA

AS DORES DA VIRGEM SANTÍSSIMA

Escrevinhação n. 916 redigido em 24 de outubro de 2011, dia de Santo Antônio Maria Claret e do Bem-aventurado Luis Guanella.

Por Dartagnan da Silva Zanela

O quarto mistério gozoso do Santo Rosário, como todos nós sabemos, é a apresentação do menino Jesus no Templo (Lucas II, 22-39). Neste, temos a presença do profeta São Simeão que declara que o coração da Virgem Santíssima seria transpassado por uma espada. Estava, deste modo, anunciada a dolorosa paixão de Nosso Senhor e a de Sua Santíssima Mãe.

Bem, diante disso, ouso indagar, mesmo que não seja ouvido: simbolicamente, o que seria essa espada que transpassa o coração de Maria Santíssima? Sim, literalmente falando, o gládio representa a dor de Nossa Senhora diante da Crucificação de seu Bendito Filho, mas, em termos simbólicos, o que esse vil instrumento representa? O que essa passagem do Evangelho está nos ensinando?

A espada somos nós que desprezamos o santo sacrifício realizado por seu divino Filho e por ela que, por amor a Deus e a nós, ingratas criaturas, disse sim ao Altíssimo. Fazemos pouco caso dos ensinos espirituais, minimizamos nossa miséria moral, cultuamos as potestades e bens deste mundo como se fossem a razão última de nossa existência, entregando-nos a mais tosca idolatria.

E, penso eu, tudo isso dói no coração de Maria como um duro golpe de espada ao ver que pelos séculos dos séculos, inúmeros foram, e inúmeros somos, os que cospem à sua face marejada de lágrimas junto ao calvário.

Talvez possamos afirmar que não somos esse tipo de biltre, inclusive podemos afirmar, publicamente, que somos devotos de Nossa Senhora. Todavia, não estamos nos referindo à palavras vazias e a encenações hipócritas que tanto se fazem presentes nestes plúmbeos dias. A pergunta é: nós realmente atendemos aos apelos de nossa Mãe espiritual ou apenas posamos de “bons filhos”?

Em todas as aparições, ela nos pede para que nos convertamos, rezemos diariamente (o Terço, de modo especial) e façamos penitência. Apenas isso e nada mais. Porém, o que temos feito? Basta que volvamos nossa atenção para o estilo de vida que cultivamos e veremos que em nosso horizonte o que há é algo de uma miséria moral e espiritual, no mínimo, vergonhosa.

E pior! Quanto mais diplomadas as almas se fazem, mais cegas tornam-se para as realidades superiores. Não apenas cegos, mas também, orgulhosos de sua estultice inflada de vanglória mundana inflamada que os coloca montados sob suas vãs e confusas impressões da realidade. E, essas nossas imposturas, meu caro, enxerguemo-las ou não, ferem a Dignidade que habita o coração daquela que tanto fez para que nós pudéssemos ter a visão do Verbo Divino Encarnado, da Verdade que se fez homem para que nos conhecêssemos através da humanidade revelada Nele e que nós, em nossa presunção, tanto insistimos em desviar os olhos.

Pax et Bonum
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