Bem vindo ao blog de Dartagnan da Silva Zanela, Cristão católico por confissão, caipira por convicção, professor por ofício, poeta por teimosia, radialista por insistência, palestrante por zoeira, bebedor de café irredutível e escrevinhador por não ter mais o que fazer.

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O PERIGOSO TERRENO DA GALHOFA


DE FATO E DE VEZ o Brasil descambou para o perigoso terreno da galhofa. Não são poucos os que estão mudando de nome, motivados pelos últimos acontecimentos que divertiram a nossa triste república. Uns, de agora em diante, querem ser chamados de Fulano Lula das Quantas. Outros dizem que, de hoje em diante, respondem pelo nome de Beltrano Moro das Tantas. Bem, se é pra avacalhar de vez - e eu não me privo de uma boa gozação - daqui pra frente, respondo apenas pela alcunha de DARTAGNAN CHUCK NORRIS DA SILVA ZANELA. É isso. E tenho dito.

OUTRAS NOTAS VADIAS


Por Dartagnan da Silva Zanela (*)

BEM LEMBRADO, POR YURI VIEIRA, a velha lição de Napoleão Bonaparte que nos aconselha a jamais interrompermos os nossos inimigos quando eles estão cometendo um erro. Principalmente se for um baita dum erro.

(ii)
“LULA É A GENTE! LULA Presidente”. Caramba. Ouvindo isso lembrei-me da cena final do filme/documentário nazista “O triunfo da Vontade” (1934) de Leni Riefenstahl, onde Rudolf Hess dizia: “Hitler é a Alemanha e a Alemanha é Hitler”.

(iii)
E EIS QUE NOSSAS INSTITUIÇÕES mostram para toda a nação o quão flácida é a sua substância, ao mesmo tempo em que Lula apresenta, em meio a histeria coletiva, prontamente orquestrada, a sua verdadeira face.

(iv)
O QUE FALTOU, EM MATÉRIA de determinação, da parte das autoridades, sobrou em ousadia da parte dos fiéis da seita da estrela cadente.

(v)
SÃO BERNARDO, 07 DE DEZEMBRO DE 2019. Lula disse, via twitter, que irá se entregar somente depois que assistir o último episódio da segunda temporada da série “O Mecanismo”. Não adianta insistir não companheiro. Por favor, sejam democráticos e respeitem a sua soberana decisão do Companheiro Supremo.

(vi)
NO BRASIL, FALAR DE POLÍTICA, é uma melancólica e enfadonha diversão onde a gente ri e faz chacota pra não chorar.

(vii)
ZOEIRAS A PARTE, DE NOVO, mais uma vez, voltaram a pipocar os pedidos mimosos para exclusão de amizades virtuais nas redes sociais por causa dum sentimento idolátrico tosco nutrido por algumas pessoas por um ídolo de barro duma seita ideológica totalitária. De boas, vamos parar com isso e nos emendar. Primeiro, uma amizade que seja menor que isso, não é e nunca foi uma amizade. Segundo, chantagem emocional é um trem muito feio, feio por demais, principalmente entre pessoas adultas. Ponto. E tenho dito.

(*) Apenas um bebedor de café.

NOTINHAS E TWITTERS VADIOS


Por Dartagnan da Silva Zanela (*)

NÃO NOS ESQUEÇAMOS QUE O projeto totalitário de poder do PT está desmoronando por acaso. Por pura sorte. Essa é a triste verdade. Mesmo assim, ainda bem que estamos afortunados. E tem outra. É importantíssimo que não mais abusemos da tal da sorte não.

(ii)
LULA ARMOU UM CIRCO PARA, mais uma vez, nos fazer de palhaço e acumular mais um fiasco em sua história.

(iii)
LÍDERES DE VALOR jamais se escondem atrás de seus correligionários, jamais sacrificariam os seus pra livrar o seu.

(iv)
A DIGNIDADE DE DETERMINADOS cargos públicos investe qualquer um com certa aura de excelência, inclusive as excrecências elegíveis.

(v)
PALAVRAS OCAS e vazias/ Ditas por almas vadias/ Ontem, hoje, todo dia.

(vi)
LEMBREI-ME, AGORA, DUMA passagem de Nelson Rodrigues - salve engano da peça “O Beijo no asfalto” – onde o mesmo lembra-nos da obviedade das obviedades. No Brasil, quem investiga e resolve os crimes é a impressa. Bem ou mal é a impressa. Por isso a liberdade de expressão assusta tanto a cambada totalitária. E como assusta.

(vii)
PRA COMPLETAR O ESPETÁCULO, Lula e seus sequazes montam uma missa/comício/comédia profana para, definitivamente, fundar a seita do Lulismo dos dementes dos últimos dias.

(viii)
“EU SOU LULA”. EIS A FRASE QUE passou a ser bradada pelos devotos da seita Lulista dos dementes dos últimos dias após o término da cerimônia/missa/comício/comédia. Ao ouvir e ver isso, confesso: tive a clara impressão de que estava assistindo um episódio da série “The walking dead” onde os membros da gangue dos “Salvadores” repetem, pateticamente, “eu sou Negan”.

(ix)
A REGRA É CLARA: QUANDO você faz uma gentileza para um cafajeste de carteirinha ele irá, sem pestanejar, retribuir com uma baita safadeza, sem sentir remorso ou vergonha.

(x)
OBVIEDADE DAS OBVIEDADES: qualquer figurão que diz que irá “controlar a mídia” para poder fazer o bem, a justiça e blábláblá, está mostrando, sem querer querendo, e a quem quiser ver, a sua torpe face totalitária babando de vontade de censurar, censurar e censurar todos aqueles que não rezam de acordo com a sua aloprada cartilha ideológica.

(xi)
OS CAIPORAS PINTAM E BORDAM perante todos, tripudiam e escarnecem diante das mais patentes e ululantes obviedades e, se qualquer um ousar expressar a mais mínima estranheza, ou indignação, diante de tamanho e grotesco espetáculo de insanidade ideológica, mais do que depressa aparece um e outro aloprado politicamente correto dizendo: “Discurso de ódio! Discurso de ódio”! Discurso de ódio é o caramba. É apenas nojo. Só isso. Nojo.

(xii)
“POR BAIXO DESSA CARNE existe um ideal. E as ideias nunca morrem”. Essa é uma passagem da história em quadrinhos, clássica, da autoria de Alan Moore e David Lloyd. “V de vingança”. Agora, ao que tudo indica, teremos uma versão brazuca, toda nossa. “L de lambança”.

(xiii)
SIM, TODO HOMEM, CADA um ao seu modo, representam uma ideia. Isso não é um privilégio de poucos não. A encrenca, o dito cujo do problema, são as ideias que cada um de nós representa.

(xiv)
TRISTE É A TURBA que adora, de corpo e alma, um ídolo de barro que encarna uma ideologia política decadente.

(*) Apenas um caipira bebedor de café.

APENAS UM PUNHADINHO DE REFLEXÕES


Por Dartagnan da Silva Zanela (*)

TODO IDIOTA QUE SE PREZE almeja tão somente a tal da originalidade. Ver e compreender a vida como ela é não lhe interessa. Nem um pouco.

(ii)
O SILÊNCIO DO AMANHECER da sexta-feira santa, revela, aos nossos ouvidos, toda a futilidade da nossa vida, a superficialidade da nossa personalidade, toda a debilidade e fraqueza do nosso caráter.

(iii)
UM DOS GRANDES PROBLEMAS inerentes a mentalidade politicamente correta é que, seus adeptos, creem, candidamente, que não há nada em suas alminhas, supostamente impolutas, que deva ser redimido por Deus. Nadinha. E isso gera uma terrível distorção na percepção da realidade junto com uma infeliz deformação do caráter.

(iv)
A IGREJA NÃO É CIRCO E a Santa Missa não é um espetáculo para ser permeada por salvas de palmas, piadinhas e causos. Lembremo-nos, sempre, que na Santa Missa estamos diante do sacrifício da cruz, de Nosso Senhor, feito por nós; não é teatrinho, nem jogral, nem show de auditório pra ficarmos batendo palminha e rindo de piadinhas.

(v)
ENSINA-NOS JOHANN SEBASTIAN BACH que: “a meta e propósito da música é a glória de Deus e o refrigério da alma. Se algo não leva isso em consideração, não é verdadeira música, mas apenas gritaria e agitação diabólica.”

(vi)
ANTES DE QUERERMOS EDUCAR alguém é imprescindível que, com a mesma gana, procuremos educar a nós mesmos. Antes de criticarmos algo, ou alguém, é necessário que, com a mesma intensidade, critiquemo-nos; principalmente que coloquemos no crivo da crítica as observações que pretendemos fazer sobre algo ou alguém.

(vii)
TÃO RARO É O SILÊNCIO NA VIDA moderna quando é escasso a disposição - na sociedade contemporânea - para ouvir o que uma pessoa tem a dizer e, mesmo assim, em meio a tanto ruído e desatenção, tem muita gente que acredita poder orar, dialogar com Deus, por meio da inquietação reinante e na total ausência da serenidade que apenas pode ser ofertada pelo calar da voz humana.

(*) Apenas um caipira bebedor de café.

DIREITOS HUMANOS VS. DIREITOS DOS MANOS


Por Dartagnan da Silva Zanela (*)


SOU UM CARA MUITO SOSSEGADO. Sou mesmo. Na verdade sou cínico pra caramba. Isso mesmo. Um petulante bem desavergonhado.

Poucas coisas me tiram do sério. Praticamente ignoro tudo que considero irrelevante e, só pra constar, sou condescendente com pouquíssimas coisas nessa vida.

Dentre as coisas que me causam asco e, por isso, me tiram do sério, está a imagem das pessoas supostamente descentes que usam politicamente a morte de alguém e, por participarem duma patifaria dessa monta, julgam-se ou, ao menos, imaginam-se acima do bem e do mal.

Bem, pra falar a verdade, sim, esse tipo de gente me causa asco, mas não as levo a sério não. Gente que age assim, desse modo vil, não merece um segundo da seriedade dum sem vergonha como eu. Não mesmo.

(ii)

TODO AQUELE QUE FAZ CARREIRA defendendo criminosos como se esses fossem vítimas inermes da sociedade, do Estado e do caramba à quatro, deve lembrar-se do dito popular que, sabiamente, adverte-nos que, muitas vezes, nós acabamos por criar a cobra que, um dia, irá nos morder e, cedo ou tarde, morderá.

(iii)

QUER, REALMENTE, DIMINUIR A CRIMINALIDADE em nosso triste país? Então, ao invés de encarcerar uma vítima da sociedade, acolha-a e entregue em suas mãos um exemplar do livro "Pedagogia do oprimido" do famigerado Paulo Freire. Isso mesmo! Ao ler esse troço medonho ele, o meliante, irá desenvolver a sua criticidade a tal ponto que, num ato mágico, digo, num ato de tomada de consciência, deixará de ser a vítima da sociedade que ele nunca foi para se tornar a vítima que os intelectuais canhotos e tortos dizem que ele supostamente é.

(iv)

UMA COISA SÃO OS DIREITOS HUMANOS enquanto um patamar civilizacional conquistado através dos séculos; outra, bem diferente, é a instrumentalização da ideia de direitos humanos (nesse caso, direito dos manos, se preferirem) transformando-a, em alguns casos, em uma arma retórica para atacar inimigos políticos/ideológicos e, noutras situações, usando-a como um cavalo de Troia para destruir, de dentro para fora, os alicerces civilizacionais da sociedade Cristã ocidental.

Reparem - aliás, qualquer pessoa com um mínimo de bom senso já reparou - que toda vez que os direitos humanos são usados como uma espécie de borduna para desqualificar as forças policiais; ou como um tipo de tacape para desumanizar adversários políticos, que são rotulados de modo infame e injusto; ou como um escudo ideológico para dar guarida a criminosos violentos, cruéis e impiedosos, tratando-os como se fossem uma espécie de vítima inerme da sociedade afirmando, entre outras coisas, que eles fizeram o que fizeram, e que fazem o que fazem, porque supostamente não tiveram escolha nem oportunidade; ou para defender ditadores sanguinários e diabólicos, fazendo uso dos mais variados subterfúgios retóricos para dizer que eles são, como dizem, símbolos de resistência ao tal do imperialismo; enfim, nesses casos, e em todos os outros que sejam similares, o que está em pauta não é a validade dos Direitos Humanos. Não. Não. E, mais uma vez, não.

O que está em xeque nesses casos todos é a legitimidade da instrumentalização vil dos direitos humanos que é feita pelos mais variados matizes políticos, advindos do marxismo cultural, que subvertem o sentido originário dos direitos fundamentais para melhor defender uma agenda ideológica totalitária que avilta sorrateiramente tudo e todos; não, obviamente, para proteger e resguardar a integridade daqueles valores que nos caracteriza como humanos.

Resumindo o entrevero: não sermos capazes de perceber a diferença substancial que há entre os Direitos Humanos e os tais direitos dos manos é uma deformidade cognitiva fruto de uma grande desatenção para o cerne da questão ou apenas um pútrido fruto da mais pura malícia ideológica engajada.

Por fim, creio eu que não há meio termo para essa questão não. Não mesmo.

(*) Apenas um caipira bebedor de café.

NOTAS SOBRE A TAL “CURTURA” ENCURTADA



Por Dartagnan da Silva Zanela (*)

SE CONHECEMOS MAIS PERSONAGENS de programas televisivos e celebridades midiáticas que autores da grande literatura universal, e suas respectivas obras, queiramos ou não admitir, temos diante de nós um problema do cacete que compromete de maneira significativa a integridade de nossa inteligência, a profundidade de nossa imaginação e, é claro, a solidez da nossa personalidade.

(ii)

NA SOCIEDADE ATUAL É mais ou menos assim: chama-se de entretenimento bocó aquilo que não cai nas graças da estreiteza do nosso gosto estragado e considera-se cultura o entretenimento bocó que gostamos pacas. É ou não é assim?

Nesse quadro, ao que parece, não cogita-se, nem de longe, a possibilidade de a tal da cultura existir para nos auxiliar a tornarmo-nos pessoas mais dignas, prestativas e boas. É o que parece.

E, ao que tudo indica, a única perspectiva que paira no horizonte cultural contemporâneo é a precisão de termos a mão uma grande fartura de atividades e bugigangas sem sentido que ocupem plenamente nossas horas vazias para, desse modo, continuarmos vivendo uma vidinha oca esvaziada de sentido, sem propósito e inconsequente.

Por fim, não basta dizermos que não é assim que a banda toca. Bater o pezinho não resolve. É impreterível que procuremos outras bandas que toquem algo que, de fato, destoe dessa pasmaceira hedonista e materialista que reina entre nós e em nós.

É isso. Só isso. Ponto.

(iii)

O REINO DE DEUS NÃO CONSISTE na realização de uma ideologia político zarolha, nem na implantação dum governo supostamente ético que se declara o único capaz de emancipar os frascos e comprimidos.

Aliás, esse tipo de esperança, confusa e mundana, está fadada a terminar, cedo ou tarde, num mar de lama fétida e ignóbil. 

Bem, o nosso amado Brasil aí está para não nos deixar mentindo sozinho, não é mesmo?

Por isso, não esqueçamos, se possível for e se assim o desejar, que o reino do Senhor não é um reino de poder, nem de fartura, muito menos um reino de probidade ética aqui nesse mundo porque aqui, nesse mundo, o que temos é um vale de lágrimas, não um mar de rosas, nem a construção dum mundo melhor possível.

O reino de Deus é o reino da Verdade o qual começa, necessariamente, em nosso coração, quando decidimos aceitar a palavra Daquele que é o Caminho, a Verdade e a vida. Começa aqui, em nosso peito, e realiza-se na eternidade através dos ecos de nossos atos e palavras, ditos e feitos que foram deixados aqui nesse mundo. Ponto.

Tudo o mais que procure tergiversar disso não é de Deus e, não precisamos ser muito espertos, safos ou sábios pra saber donde essas tranqueiras vem, não é mesmo?

(iv)

UMA COISA QUE, AO MEU VER, parece simples, mas que é insanamente desdenhada no sistema educacional brasileiro, e bem como por grandessíssima parte da sociedade, é o problema da tal da cultura que é tratada fundamentalmente por um viés relativista e que, por isso, acaba mutilando o seu poder pedagógico.

Sim, tudo o que o ser humano faz é cultura e representa o modo de ser e a maneira de viver de um povo e/ou de uma época; porém, a ênfase que é dada para certos modos de ser não é, nem de longe, algo que seja edificante para os indivíduos, como a valorização de determinadas maneiras de viver não auxilia, em nada, as pessoas a tornarem-se mais dignas, prestativas e boas.

Ignorar esse tipo de perversão, fazer pouco caso dos seus efeitos danosos na formação dos indivíduos, e, ainda por cima, querer discutir os rumos da educação em nosso país é praticamente o mesmo que ficar fazendo buracos na água. Aliás, uma água suja pra cacete.

(*) Apenas um caipira bebedor de café.

A PALAVRA EMUDECIDA


Por Dartagnan da Silva Zanela (*)

A FELICIDADE, PARA MUITAS ALMAS, sejam elas sebosas ou não, é realizável tão somente com um pequeno quinhão oco, sem valor e sem sentido, para, na miséria íntima de seu ser, poder degustá-lo, regurgitá-lo, e depois de vomitá-lo, mais uma vez degustá-lo gulosamente para assim saciar a sua insignificância fundamental que, dia após dia, reduz a sua pouca humanidade a um amontoado de mesquinharias que ela, a pobre alma, diante dum espelho chama de realização, tamanha a sua pobreza de espírito.

(ii)
UM DOS GRANDES PROBLEMAS DO SER HUMANO - de alguns mais do que de outros - é colocar como meta fundamental de nossa vida a conquista duma ninharia sem sentido e sem um valor humanamente, como direi, desejável. Para muitos, qualquer ninharia basta para sentir-se algo, pouco importando se esse algo irá nos distanciar cada vez mais de, um dia, virmos a ser alguém, pois, muitas vezes, não levamos em consideração que porcarias momentâneas, tão queridas por nossa pequenez, possam vir a nos custar a ventura de nossa alma imortal.

(iii)
O SIMPLES FATO DE MUITÍSSIMAS pessoas não saberem a diferença que há entre um debate, uma discussão, uma treta e uma conversa, apenas atesta que estamos cada vez mais próximos da barbárie.

(*) Apenas um caipira bebedor de café.

SUJEIRA DE UMBIGO FEDE PRA BURRO


TODO CAIPORA QUE VIVE MUITO intensamente suas paixões ideológicas, pouco importa qual seja ela, em regra, não sabe o que é, e nem quer saber de ter, compaixão pelo próximo, especialmente se ele, o tal do próximo, tem a ousadia de não abraçar e se identificar com as utópicas sandices que adornam o seu umbigo sujo.

(ii)
NO FRIGIR DOS OVOS SOMOS todos uns tongos de marca maior mesmo. Vivemos feito bobos, acreditando e defendendo ideias idiotas, nos permitindo ser feitos de trochas por outros idiotas para, no fim, morrermos de maneira tão besta que, possivelmente, nos envergonharemos por toda a eternidade daquilo que tentamos ser nessa vida e, por ironia, nunca fomos.

(iii)
EXISTEM MUITAS COISAS RUINS no mundo, muitas, mas nada é pior nessa vida do que o “agora é tarde demais”.

(iv)
PRA RATO DA CORTE NÃO TENHO vocação, nem pra gato sarnento de Ipanema. Não. Sou bicho do mato, pé vermelho de coração, das esquecidas araucárias do Paraná. Por isso, não me venha com modismo, ideologias e parara. Não engulo isso, quero distância desses chouriços que apenas querem limitar a nossa capacidade de refletir e pensar.

(v)
TODA E QUALQUER AÇÃO, primeiro deve estar prefigurada no imaginário coletivo, na produção cultural e no sistema de educação que dão forma e conteúdo para ele. Por isso não nutro grandes ou pequeninas esperanças com relação ao futuro de nossa triste nação.

(vi)
O TREM É MAIS OU MENOS assim com todos aqueles que se entregam aos prazeres etílicos: quanto mais os copos vão sendo enchidos, mais os corpos ficam inchados, encharcados, tentando, insistentemente, enxuga-los.

(vii)
QUERER TER DIREITO A MUNDOS e fundos e não ser capaz de controlar os seus desejos - que muitas vezes mais parecem um saco sem fundo - é algo que as mentes bem pensantes, ao que tudo indica, não pararam pra dar a devida atenção. Digo isso porque, até onde sei, cidadania sem senso de sacrifício e obrigação para com os pares é o mesmo que um Estadista sem senso de dever e responsabilidade para com a posteridade. Ou seja: apenas uma bela porcaria leviana e narcisista. Apenas isso e nada mais.


(*) Apenas um caipira bebedor de café.

COM O ESTILINGUE CANSADO



APENAS AS PESSOAS CHATAS facilmente se sentem chateadas, de saco cheio. Para essas pobres almas, xaropear é uma necessidade existencial. Sem isso, elas correm o risco de desfalecer de uma hora pra outra. Fazer o quê? Por isso tenhamos, por caridade, paciência. Muita paciência.

(ii)
CUIDADO, MUITO CUIDADO COM as pessoas que dizem amar a humanidade, o planeta, que afirmam ser da paz e blábláblá. Gente assim, que precisa enfatizar demasiadamente o seu bom mocismo, dum modo geral, tem sérios problemas de amor próprio.

(iii)
FUJA, MAS FUJA PRA BEM LONGE das pessoas que querem muito parecer que são equilibradas, justa e impolutas porque, cedo ou tarde, elas acabam surtando e revelando sua verdadeira e insana face.

(iv)
QUALQUER UM QUE queira insistentemente esquadrinhar os outros de acordo com uma norma ideologicamente concebida estará, goste ou não disso, deixando evidente qual é a regra que rege a sua inconfessável insanidade.

(v)
NÃO SUPORTO PANELINHAS IDEOLÓGICAS. Meus cachorros também são assim. Eles mordem. Eu não. Fiquem tranquilos. Eu fujo, corro, me escondo debaixo de uma folha de alface quando esse tipo de trem vem pro meu lado. Não encaro não. Não tenho estômago pra tanto.

Isso mesmo! Dessas tranqueiras - fruto de mentes limitadas, que vivem a procura de seus iguais – em regra saem apenas angus azedos comíveis tão somente por pessoas sem o menor paladar intelectual (Hum... intilictuar).

Falando sério, esse é um negócio pra bocó de mola mesmo onde, frequentemente, gente medíocre e de caráter de papelão se aglomera, por questão de sobrevivência, e que apenas aceita conviver com chatos de galocha similares a ele.

Essas pobres almas não sobreviveriam, um dia sequer, sem aquela badalação mútua sem fim que tem por objetivo o fomento e a manutenção duma boa dose de autopiedade pra cada um de seus membros. Sem isso, a galerinha derrete feito sorvete ao sol.

Se alguém gosta disso, fazer o quê? Paciência. Não tenho nada que ver com isso e, como dizia meu avô, o que é do gosto é regalo da vida.

Ah, antes que eu me esqueça, por misericórdia: me deixem fora disso. Obrigado.


(*) Apenas caipira um bebedor de café.

ALGUMAS PALAVRINHAS IMPERDOÁVEIS



SER BOCA SUJA TEM LÁ SUAS VANTAGENS. Tem mesmo! Se você é assim, desbocado, e, mesmo assim, uma e outra pessoa tem o disparate de gostar de você é porque, de fato, deve de existir algo de bom em ti, lá no fundo, bem no fundo de sua alma, apesar de você ser quem você é.

(ii)
QUALQUER UM QUE ESPERE ALGUMA COISA de alguém, dum governo ou do caramba a quadro tem mais é que se lascar. Isso mesmo! Se lascar de verde e amarelo. Ao invés de ficarmos de mimimi esperando que os outros nos carregue no colo e sintam dó da gente, seria melhor, bem melhor, fazermos aquilo que, até então, esperávamos que um qualquer fizesse por nós, não é mesmo?

(iii)
REPUGNO GRANDES AGLOMERADOS DE PESSOAS. Fujo dessas coisas sempre que posso. Gente, reunida em mandada, não agrega valor a nossa alma, muito pelo contrário, nos suga até esvaziar-nos por completo feito um grande vampiro decrépito.

(iv)
BEBER ATÉ CAIR NÃO É BONITO NÃO. Nem algo que valha qualquer forma de elogio. Mas, se for pra beber até cair, ao menos bebamos com elegância e caiamos com um mínimo de compostura.

(v)
A GRANDE UTILIDADE PÚBLICA DUMA boa bebedeira é que, após algumas doses, nos sentimos mais à vontade para, com os amigos, falar mal, digo, pra conversar sobre as duras e tristes verdades a respeito dos sicofantas imprestáveis que tornam a doçura da vida uma tranqueira azeda e altamente tributável.

(vi)
“SE VOCÊ VOTAR NO BELTRANO NÃO SERÁ mais meu amigo”. Errado. Se você exige de mim uma excrescência dessa é porque jamais soube o que é uma verdadeira amizade e, obviamente, nunca foi amigo desse devasso que agora escrevinha. Exigir isso duma pessoa que chamamos de amiga é coisa de narcisista podre de mimado.

(vii)
NÃO FAZ MUITO TEMPO QUE LI o livro "Todo homem é minha caça" do impagável Millôr Fernandes. Num de seus capítulos o mesmo apresenta-nos uma declaração de princípios. Aliás, impagável como tudo o que ele escreveu.

Bem, aí pensei: vou invejá-lo. E, como tudo o que é invejado sai uma porcaria, aí está a minha: a bela porcaria duma declaração de "princípios" sobre as linhas e travessuras que rabisco aqui e acolá.

Lá vai: o que são minhas escrevinhadas? Nunca foram, e jamais serão, cartas endereçadas a uma pessoa em particular. Não faço isso. Não gosto disso. Ponto.

Não digo que ninguém deva fazê-lo. Longe de mim uma coisa dessas – dizer o que os outros devem ou não fazer. Digo apenas o que e como penso.

Aliás, elas, as escrevinhadas de minha lavra, dum modo geral são reflexões, crônicas e aforismos - ou algum trem que tento fazer parecer com isso - com um tom pautado pelo humor cáustico, politicamente incorreto e provocativo, ponderando sobre os mais variados temas, inspirados nas mais variadas e absurdas situações – políticas, históricas, existenciais, cotidianas e, inclusive, algumas vividas por mim numa infância esquecida ou na minha vergonhosa mocidade, a muito distante -  e, sempre, endereçadas para uma hipotética personagem, objeto de minhas matutadas, nunca para alguém em particular.

Se a carapuça servir, tudo bem. Mas não tenho nada que ver com isso.

Doravante, essa personagem hipotética, sempre nominada de maneira jocosa em qualquer um de meus textos, somos nós, qualquer um de nós, inclusive e principalmente esse que agora escrevinha.

Imagino que todo bom leitor entenda isso sem a menor dificuldade e que, sem pestanejar, dispensa essas observações agora feitas.

Enfim, quem quiser refletir e rir com elas, que o faça. Agradeço a preferência. Quem não quiser, que não o faça, sem crise, porque, dum jeito ou doutro continuarei - por preguiça, não por virtude - na mesma: pensando um pouquinho e dando muitíssimas e boas risadas da desventura humana na terra e de nossas inconsequentes atabalhoadas.

Ponto. Pausa para o café.


(*) Apenas um caipira bebedor de café.

PARA NÃO CARNAVALIZAR A VIDA



SE O SUJEITO SE AUTOGOVERNA pra que querer ter um governante? Sim, verdade seja dita: um governo em exercício tem lá suas funções. Funções essas que tem lá sua importância. Não tem como negar. Então, reformulemos a pergunta: se o sujeito se autogoverna porque ele deveria cultuar uma personalidade disforme que se apresenta para lhe dizer que ele, cidadão, precisa ser governado por alguém nitidamente desorientado?

(ii)
QUANTO MAIS EU ESTUDO a dita cuja da história, mais gritante se torna aos meus emporcalhados olhos o quão ignorantes são na referida disciplina aqueles bocós que vivem mandando seus desafetos políticos estuda-la.

(iii)
HÁ VÁRIAS MANEIRAS DE NOS FECHARMOS para o conhecimento da verdade e de nos agrilhoarmos a ignorância.

Aliás, vale lembrar: a verdade é sempre uma só, já os descaminhos que nos afastam dela são múltiplos e variados, tamanha a fertilidade de nossa ignara curiosidade.

Sim, ela é una, mas podemos utilizarmo-nos dos mais vários caminhos para chegar até ela, porém, isso não significa que todos esses caminhos tenham a mesma eficácia, o mesmo valor e a mesma dignidade.

Enfim, tudo o que existe pode nos auxiliar a conhecer o caminho e a verdade sobre a vida se, obviamente, esse for o mais intenso desejo que há em nosso coração, da mesma forma que tudo o que existe pode ser causa de nossa perdição se, porventura, não desejarmos nos inclinar na direção da via que leva-nos a ela.

Não sou um cidadão crítico portador duma consciência crítica. De jeito maneira. Aliás, fujo disso. Sou apenas um caboclo pra lá de cínico com uma atormentada consciência. Só isso e já está louco de bão.

(iv)
UMA DAS COISAS MAIS GOZADAS desse manicômio em que vivemos é termos de ver, diariamente, pessoas mui bem intencionadas, diplomadas ou não, chiques ou xucras, dizendo pra você o que se pode o não falar, que palavras podem ou não serem ditas, policiando, sem a menor cerimônia ou discrição, a tua consciência, o teu riso e até mesmo o teu choro e, ao final disso tudo, essa gente miúda e barulhenta, tem a cara de pau de dizer que faz toda essa lambança totalitária pra defender uma tal de diversidade e um troço que esses tipinhos toscos chamam de democracia plena que, no frigir dos ovos, não passa duma tirania plenamente cínica. Ah! E é claro que se você ousar discordar dessa tigrada politicamente correta é porque, sem dúvida alguma, fascista tu és. E não pense, não pense, em discordar deles porque senão eles vão ficar tristinhos, bravinhos da Silva e vão, histericamente, protestar só pra te azucrinar.


(*) Apenas um caipira bebedor de café.

O TREM QUEBROU DE VEZ


Um cansativo e repetitivo palavrório que, uma vez ou outra, acaba sendo entoado pelos devotos da capelinha do Butantã da estrelinha cadente do barbudinho megalomaníaco dos últimos dias é aquele que reza ser o povo brasileiro, dum modo geral, um punhado de gente corrupta e que seria uma hipocrisia sem par sujeitos que furam a fila e pulam a cercado querer apontar o dedo acusador para o senhor Lula por ele ter, junto com os seus pares do Foro de São Paulo, quebrado com o país no intento de realizar os seus devaneios totalitários. Bem, essa ladainha é repetida aqui e acolá por inúmeras pessoas dos mais variados naipes e, por isso, creio que seja justo indagar: tais gritos de indignação são feitos com o intento de conclamar a sociedade brasileira para elevar-se da decadência moral indicada ou tão só e simplesmente para, de maneira cínica e oportunista, com toda aquela afetação postiça, defender o intocável chefe do esquema criminoso e totalitário de poder que fez o Brasil descarrilhar? E lembre-se: perguntar não ofende da mesma forma que refletir não mata.

(ii)
A galerinha daquela capelinha da estrelinha xoxa caída não se cansa de mostrar o quão grande é a sua fidelidade canina ao seu senhor. Quando indicam o número sem fim de “otoridades” públicas envolvidas em escândalos de corrupção o fazem imaginando que cada um dos brasileiros deve de ter, como eles, um bandidinho de estimação do coração. De minha parte, todos aqueles que abusaram da boa fé do povo brasileiro - e que, diga-se de passagem, muitos até a pouco estavam, de alguma forma, mancomunados com o barbudinho mor – devem encontrar o seu destino, independente da coloração ideológica, pois, como nos ensina a Sagrada Escritura (Lucas XII; 48), àqueles que muito foi dado, muito será cobrado. Então, que assim seja.

(iii)
Verdade curta e grossa que aprendi, ainda menino, com meus pais: uma pessoa sã de lombo deve procurar ganhar a vida com o suor de seu rosto. Por isso, abra olhos e muito cuidado com todo caipora que disser que vai garantir a nossa vida, independente do nosso esforço e apesar de nosso mérito. Um sujeito que se propõem a esse tipo de papel não passa dum canalha perigoso que quer, de modo sorrateiro, reduzir-nos a condição de serviçais, duma clientela de um populista qualquer. De mais a mais, chamar isso de cidadania, como se faz hoje em dia, é simplesmente o fim da rosca do tal do bom senso. Pior! Quando se perde a rosca do senso das proporções o sujeito passa a crer, candidamente, que a defesa de seu sinhozinho seria uma espécie de dever (depre)cívico que, se cumprido for, acabará por custar a autonomia da nossa consciência.

(iv)
O povo brasileiro é trabalhador, porém, a nossa classe política, dum modo geral, parasitária e perdulária, trata-o como se ele fosse igualzinho a ela. Aí, historicamente, deu no que deu e, conjunturalmente, continuaremos na mesmíssima encrenca.

(v)
O problema do Brasil não é o tal do capitalismo selvagem. Isso é bobagem. O real problema do Brasil é o capitalismo de compadrio.

(vi)
Quando o caboclo diz: “já li a obra do Olavo de Carvalho” e, em seguida, começa, com aquele ódio do bem, a sentar o Carvalho no Olavo, sei que não leu patavina alguma de sua obra. Nem um livro sequer. Na melhor das hipóteses assistiu a um vídeo ou leu um e outro post no facebook. Em alguns casos o sujeito até folheou “O Mínimo”, mas não conseguiu começar a lê-lo por medo de ter que acabar deixando de ser aquilo que ele acha o máximo.

(vii)
Tanto subestimar como superestimar um inimigo são o verso e o reverso da mesmíssima moeda. A primeira é fruto de uma ignorância soberba, já a segunda é o reflexo duma covardia moral e intelectual sem par e, tanto uma como a outra são erros que, com uma frequência alucinante, são cometidos no Brasil contemporâneo, tanto pela direita como pela esquerda.


(*) Apenas um caipira bebedor de café.

MEDITAÇÕES EXCREMENTÍCIAS





O problema não é que o brasileiro não sabe votar. Isso é lugar comum de gente tonga metida a sabida. O problema é que as escolhas possíveis são ruins feito a peste. Isso sem falar que o voto aqui é obrigatório. Enfim, por isso dizer que não sabemos votar é uma baita sacanagem.

(ii)
Não precisamos que gênios nos governem, muito menos de salvadores da pátria. Francamente, o que mais precisamos é de governantes que façam-nos o favor de não nos atrapalhar com suas políticas megalomaníacas. Isso seria um bom começo. Um bom começo mesmo.

(iii)
Existem pessoas imaturas investidas de alguma autoridade, com algum poder em suas mãos? É óbvio que sim. Na atualidade existem povos que não tem noção do tamanho da responsabilidade que repousa sobre seus ombros. É claro que há. E nós, brasileiros, estamos entre eles? Com certeza.

(iv)
Com muita facilidade, atualmente, confunde-se um diálogo, seja ele ameno ou acalorado, entre amigos ou desconhecidos, com a prática dum debate. Ora, nem toda conversa é um debate. Aliás, se assim o fosse a vida seria um porre. De mais a mais, numa conversa, o discordar é habitual. Seja entre amigos ou não é isso o que torna um bate-papo agradável. E tem outra: essa gente toda que ufana o debater, que diz amar participar dum debate, muitas vezes não sabe nem mesmo conversar consigo mesmo, nem dialogar com uma outra pessoa, quem o diga debater.

(v)
Jamais considere o uso duma linguagem xucra como sinônimo de falta de caráter. O mundo está cheio de canalhas que, quando abrem a boca, o fazem com toda aquela doçura, com uma elegância só, como também, esse mundão de meu Deus está repleto de pessoas portadoras duma dignidade e integridade ímpares, mas que, raramente medem as palavras que usam, principalmente se estiverem com os seus parentes extraviados. Pra mim, francamente, qualquer um que julgue o caráter de alguém pelo uso duma linguagem elegante ou rústica não passa dum dissimilado que toma seu próprio caráter de geleia como unidade de medida para avaliar a honradez e a decência de alguém. Resumindo: gente assim, não passa dum tipinho jaguara que não vale um vintém. Ponto. E tenho dito.

(vi)
Um dos muitos traços que melhor caracteriza uma alma enfermada com a peçonha totalitária é imaginar que a bondade é um ativo moral pertencente unicamente ao seu grupelho político que ele devotamente adere e que apenas é devida e absolutamente representada pelos seus ícones, pelos seus líderes. E, obviamente, qualquer um que ouse duvidar disso, na visão dessas pobres almas, não passa de um golpista safado, dum alienado chinfrim merecedor de todo o escárnio possível e pensável. Enfim, são pessoas assim que apresentam-se como defensores da ética, como arautos dum tal de mundo melhor possível e blábláblá. Bem, não é à toa que toda vez que esse tipo de tranqueira toma o poder em suas mãos acaba realizando algo que não corresponde em nada com a boniteza de suas artificiosas palavras, mas que, dum jeito ou doutro, acaba refletindo mais do que perfeitamente aquilo que há no fundo de sua miserável alma.

(vii)
Certa feita Leandro Karnal havia dito que as redes sociais deram a voz a todos os idiotas, que elas permitiram que esses indivíduos pudessem tornar públicas as suas opiniões. Bem, pode até ser, mas, sejamos francos, isso é um grande progresso. Antes do advento das ditas redes sociais, apenas um grupo seleto de idiotas, cheios de posse e soberba, como o referido sinhô Dotô, podiam dizer suas idiotices pra todo mundo. Agora não. Qualquer idiota anônimo, como eu, também pode fazê-lo. E detalhe: fazê-lo sem precisar da chancela de nenhuma panelinha de idiotas e sem nenhum custo para o bolso do contribuinte.


(*) Apenas um caipira bebedor de café.

AS ÚLTIMAS NOTAS DUMA ÓPERA BUFA


A imposição duma ambição pessoal, autocrática, não é sinônimo de liderança. Seria apenas uma forma sórdida de manipulação. A imposição dum projeto coletivista, totalitário, não é sinônimo de democratização. É apenas e tão somente outra forma vil de manipulação.

(ii)
Em segunda instância, por unanimidade, Lula foi condenado. Não foi waza-ari. Foi ippon. Já sei. Já sei. Foi mais um golpe. Um gorpi. Já estamos carecas de saber. Mas, um golpe duro no projeto criminoso de poder. Porém, a briga ainda não acabou. Então, que siga a peleja.

(iii)
Pela primeira vez o Grammy não tem homens brancos entre os indicados a disco do ano? E daí? Branco ou negro, o que interessa é que a música seja boa. Só isso. Todo resto não passa de um monte de bobagens que gente deformada pelo politicamente correto gosta de colocar à frente da arte.

(iv)
Como dialogar com alguém que, com malabarismos retóricos, tenta justificar o injustificável, que, sem corar de vergonha, tenta justificar "filosoficamente" a prática dum assalto? Como? É esse tipo de sandice que passa a ser defendida por pessoas que se colocam acima do bem e do mal.

(v)
Toda ação, vultosa ou discreta, deveria ser precedida por uma prece. Por uma oração. Não existe boa ação que não seja antecedida por um bom conselho. Se colocássemos isso em prática, com certeza, não teríamos tantas absurdidades defendidas com tamanho orgulho e soberba hoje em dia.

(vi)
Uma palavra, justa e pia, se bem ouvida, liberta. Uma palavra, leviana e sedutora, mesmo mal escutada, pode nos escravizar. E como nos escraviza.

(vii)
A vida segue seu rumo, mesmo que meio fora de prumo. Mas segue sem parar pra dar atenção aos gritos irritadiços que são dados por aqueles que, por não saberem viver, querem controlar a vida de todos e moldá-las à imagem e semelhança de sua deformada alma. Sebosas almas que imaginam que o mundo deve ser um reflexo de seus delírios ideológicos. Delírios patológicos esses que, em regra, são mais turvos que as sombras da realidade e mais plúmbeos que os ares regulares que sopram pelos descaminhos da vida.

(viii)
Com todo o respeito, Marina Silva não é uma alternativa para os cidadãos moderados. Ela é o plano B esquerdista para engrupir os indivíduos, sem nenhuma convicção ideológica, que são avessos ao lulismo. Outras figuras similares surgirão como "alternativa" para o Brasil sem o ser.

(ix)
Não sei qual seria a alternativa para nosso país. Sei apenas que devemos trabalhar em nosso dia a dia com o que temos para, quem sabe, construirmos um Brasil paralelo a essa indecência institucionalizada, sem nutrir esperanças vãs duma grande mudança em larga escala e em curso prazo.



(*) Apenas um caipira bebedor de café.

A ESTRELA QUE NÃO BRILHA MAIS TANTO




Lula, sobre sua condenação, diz: "Não tenho razão para respeitar a decisão". Essas são as palavras do homem, segundo ele mesmo, sem pecados; da viva alma mais honesta do Brasil, segundo ele, de novo; do maior símbolo da democracia Brasileira, segundo os seus fiéis acólitos. Pois é.

(ii)
Se Lula espera cativar a população com seus chiliques megalomaníacos ele está enganado. O seu séquito, com certeza, o aplaude em pé. Faça o que fizer, eles vão continuar idolatrando-o. Porém, algo me diz que o grosso da população apenas terá mais e mais repulsa por sua pessoa. E só.

(iii)
Aquela pose de "intilictual" fica incompleta se o caboclo não estiver usando um cachecol e te olhando com aquela cara de peixe morto.

(iv)
Preciso confessar uma coisa: ontem, enquanto via pelo youtube o final do julgamento do recurso de Lula, peguei uma garrafa de coca-cola, servi um copo e, eis que vejo, o retrato do Pabllo Vittar. Isso mesmo. Do Pabllo. Bem, no mesmo instante, pensei: é Lula, "vai passar maaaalll".

(v)
Lula compara-se a Jesus Cristo. O finado Hugo Chávez também fazia dessas. Eles adoram fazer isso. Como gostam. Imagino que muita gente veja o ex-presidente dessa forma. Bem, cada um com o Cristo que merece. Que cada um abrace o Jesus que melhor corresponda aos anseios de sua alma.

(vi)
Não confunda a imagem dum mártir com a dum sociopata covarde e acuado. O mártir cai com honradez, entregando-se em sacrifício por aquilo que ele acredita ser maior que sua própria vida. O covarde não. Esse quer preservar-se a qualquer custo por imaginar que ele é maior que tudo.

(vii)
Lula não é mártir. Nem líder. É um símbolo unificante duma seita política. Por isso tantos e tantos o defendem com unhas, dentes e sabe lá com o que mais. Se o símbolo é desmitificado a seita e seu séquito ficam desorientados e desequilibrados por perderem a pedra angular deles.

(viii)
Levantar a voz para defender os Cristãos perseguidos na Bolívia e o Bispo ameaçado pelo governo Venezuelano a CNBB do B não faz, fica, silente, bem quietinha, mas para defender Lula, condenado em segunda instância pelo TRF4 ela o faz sem pestanejar, sem perder um segundo sequer.

(ix)
Não são poucas as pessoas que ficam sem compreender porque ainda há pessoas que continuam a idolatrar o senhor Lula. Nesses casos sugiro a leitura do livro PONEROLOGIA - PSICOPATAS NO PODER, de A. Lobaczewsk. Em resumo: histéricos precisam estar na órbita dum psicopata pra viver.

(x)
O histérico considera apenas como real a imagem que é invocada pelas palavras de seu senhor que, em regra, é um psicopata, de alto ou baixo gabarito. Pouco importa a realidade dos fatos. O que interessa para o histérico é aquilo que seu amo idolatrado diz e isso é o real pra ele.

(xi)
Uma coisa é provar algo para alguém, outra bem diferente é esse admitir a veracidade do que lhe foi apresentado. Por mais gritante que sejam as ditas provas, o sujeito pode dizer que não vê veracidade alguma nelas. Enfim, todo canalha procede assim pra engambelar os desatentos. Todos.

(xii)
Mesmo não mais estando na Presidência, Dilma continua nos atormentando com seus desconjuntados discursos. Como sempre suas preleções são alucinantes e alucinadas. O trem é tão medonho que precisa de legenda e notas de rodapé para que o troço torne-se mais ou menos inelegível.

(xiii)
Os esquerdistas sinceros deveriam, penso eu, fazer uma profunda autocrítica. Porém, lembremos: autocrítica não pode ser entendida como sinônimo de jogar a responsabilidade pelos seus erros nas costa dos outros, mas sim, reconhecendo as suas culpas - que não são poucas.

(xiv)
Ser crítico de tudo e de todos sem praticar uma boa dose de autocrítica é molecagem.

(xv)
Se declarar uma pessoinha crítica, sem uma dose cavalar de autocrítica, é algo que não merece a menor respeitabilidade.

(xvi)
A realidade é sempre maior que qualquer recorte disciplinar imposto a ela por nós. Sim, através dessa prática podemos ter uma compreensão mais clara a respeito de algo, porém, esse não é um entendimento mais profundo sobre tudo e, por isso, escudar-se com um diploma é bobagem.

(xvii)
É cômica a imagem de esquerdistas e pró-esquerdistas que, antes dum bom dia, ou de falar qualquer coisa, diziam: "primeiramente, fora Temer". Não tenho o menor apreço pelo vampirão, mas, sejamos francos: que coisa tosca. Porém, como dizia meu avô, o que é do gosto é regalo da vida.


(*) Apenas um caipira bebedor de café.