Bem vindo ao blog de Dartagnan da Silva Zanela, Cristão católico por confissão, caipira por convicção, professor por ofício, poeta por teimosia, radialista por insistência, palestrante por zoeira, bebedor de café irredutível e escrevinhador por não ter mais o que fazer.

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O CAMINHO...

A experiência concreta da fé
Alumia o candeeiro da razão
Orienta o prumo da vontade
À morada Daquele que é.

DIPLOMA

Por Dartagnan da Silva Zanela

Diploma, por definição, atesta
Que um punhado de diplomados
Acolhem com pompa e festa
Mais um reles mortal, apartado
Dos demais membros do humano ramo
Que algo sabem sem precisar do indulto
Dum reles papel colorido e assinado
Por um maço de diplomados.

COMO NUNCA SE VIU


A casa não caiu. Foi derrubada pelo mais frio dos monstros frios.
Friamente foi feito, à sombra da suja toga de tretas e malícias mil
Que vive amancebada com a mais suja das castas, ignóbil e vil
Rindo, cinicamente, enquanto o infante e o homem senil
Choram ao ver que o trabalho de suas vidas inteiras caiu
Rente ao chão, junto a esteira do trator que tudo destruiu.
O trator destruiu o que o trabalhador, com seu suor, construiu.
A esperança que luzia no olhar do infante lacrimou e sumiu
Quando a ganância e a vileza contra sua família investiu
Sem clemência, sem justiça, sem dó, como nunca se viu.

por Dartagnan da Silva Zanela,
07 de dezembro de 2017.

QUASE POESIA, n. 132

São Tomé, que também era chamado Dídimo,
Veio a crer na Divindade de Cristo após tocar suas chagas.
Hoje, muitos de nós, mesmo que pudessem fizer isso
Não creriam no Senhor da Palavra que não passará.

QUASE POESIA, n. 131 (sobre o dia D)

Jovens soldados morreram
Mães angustiadas choraram
Para podermos com alegria
Ainda falar em democracia.

QUASE POESIA, n. 130 (sobre o dia D)

Lembremos sempre desses homens
Dos inúmeros soldados sem nome
Que se sacrificaram em tenra idade
Para defender a nossa liberdade.

QUASE POESIA, n. 129

Uma vida barulhenta
E agitada
Oculta uma alma triste
e angustiada.

QUASE POESIA, N. 128

O domingo, todos sabem, é dia do Senhor
Dia em que muitíssimas famílias brasileiras
Ao invés de render aos Céus o devido louvor
Preferem se entregar à TV com suas asneiras.

QUASE POESIA, N. 127

Ocas e vazias são as bolhas de sabão
Feitas em nome de uma paz hipotética
Proclamada por um e outro coração
Que crê de maneira vã e patética
Que essa ação politicamente correta
Irá proteger os cidadãos da violência
E do cinismo da intocável delinquência.

QUASE POESIA, N. 126

Quando amigos não se entendem
Queira-se ou não, as crises vão aflorar.
Se inimigos não são capazes de dialogar
O terror da guerra torna-se eminente.

QUASE POESIA, N. 125

Os mitos surgem silentes
Para tornarem dizíveis
As mais inconvenientes
Verdades invisíveis.

QUASE POESIA, n. 123

Toda vez que no sanitário
Dispomo-nos a sentar
Para sossegadamente obrar
É-nos sutilmente revelado,
Se pra pensar paramos,
A mais profunda verdade
Sobre a real face
De nossa humanidade.

QUASE POESIA, n. 122

O rumo do destino
Não é por Deus feito.
Ele é fruto exclusivo
Dos rumos que elejo.

QUASE POESIA, n. 121

Na história existem
Os tais crimes perfeitos
Na sua execução
E proposição
Como também existem
Os que são mui ridículos
Em sua proposição
E execução.

QUASE POESIA, n. 120

Todos aqueles que ficam bravinhos
Com esses simplórios versinhos
Deveriam tomar naquele lugarzinho
Sem demora e bem sozinhos.

QUASE POESIA, n. 119

Frente a essa república decaída
Sou um confesso anarquista
Com um coração monarquista.

QUASE POESIA, n. 118

Putrefaz e insepulta
Está nossa República.
Enferma em estado grave
Está toda a brasilidade.

QUASE POESIA, n. 117

Queria ver toda a militontada sem noção 
Que tem seus quadrilheiros de estimação
Berrarem com a mesmíssima empolgação
Contra os seus bandoleiros do coração.

QUASE POESIA, n. 116

O PT, PMDB, PSDB
E todos os demais “P’s”
Deveria ir para a PQP
Pro Brasil sobreviver.