Bem vindo ao blog de Dartagnan da Silva Zanela, Cristão católico por confissão, caipira por convicção, professor por ofício, poeta por teimosia, radialista por insistência, palestrante por zoeira, bebedor de café irredutível e escrevinhador por não ter mais o que fazer.

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COMENTÁRIOS RADIOFÔNICOS - 31/02/2011 à 04/02/2011

Comentários proferidos no programa CONVERSA AO PÉ DO RÁDIO que é transmitido pela Rádio Cultura AM/FM de Guarapuava.

OS SANTOS


DOR E MISERICÓRDIA


COMO ANDA A NOSSA FÉ...


ORAÇÃO E CORAÇÃO


A LUTA CONTRA NOSSOS CAPRICHOS

PROGRAMA AVE MARIA, 03 de fevereiro de 2011.


O Programa Ave Maria é o Programa radiofônico da Paróquia Nossa Senhora de Belém e vai ao ar de segunda à sexta das 18h00 às 18h20. Nas quintas a apresentação do mesmo é feita por Dartagnan da Silva Zanela.




[pdf] FINGINDO AMAR O QUE SE DISSIMULA TER

FINGINDO AMAR O QUE SE DISSIMULA TER

FINGINDO AMAR O QUE SE DISSIMULA TER

Escrevinhação n. 871, redigido em 31 de janeiro de 2011, dia de São João Bosco, de São Pedro Nolasco e de São Francisco Silveiro Maria Biachin.

Por Dartagnan da Silva Zanela

"Rogo a Deus como se esperasse tudo d’Ele, mas trabalho como se esperasse tudo de mim".
(Sto. Tomás de Aquino)

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“Reprovemos os erros, mas respeitemos as pessoas”. Assim nos ensina São João Bosco. E com os pés sob essa sentença, iremos pautar este breve colóquio. Para respeitar-se realmente a pessoa humana é fundamental que deixemos clara nossa reprovação aos erros. É inadmissível que se tenha a complacência para com o erro como sinônimo de respeitabilidade pela dignidade do indivíduo.

Entretanto, o que testemunhamos em nossa sociedade? O que vem sendo vivido e praticado nas últimas décadas em nossas instituições de ensino? Justamente o contrário do que fora afirmado acima. Por isso reafirmamos o que em outras ocasiões já havíamos apontado: um dos grandes males que paira sob essas terras de Pindorama, é a o fingimento endêmico e, neste caso específico, o amor fingido pela educação.

Esquece-se que educar não é sinônimo de ser “queridinho” e muito menos de posar de “defensor dos frascos e comprimido”.

Sim, educar é um ato amoroso, não meloso. Ensinar amorosamente é saber dizer não quando necessário. É saber repreender quando convém. Corrigir quando o erro manifesta-se, como também é saber ensinar com amor quando compreendemos que em algumas ocasiões é necessário punir certas atitudes tomadas pelos mancebos que nos são confiados, sejam eles nossos filhos ou nossos alunos.

Há quem evoque em contrário ao que fora apontado por nós aqui, a memória do filósofo grego Sócrates e mesmo a presença de nosso Senhor Jesus Cristo. Nada mais impróprio, como também nada melhor para demonstrar a leviandade dessas almas, visto que os ensinos de ambos apenas reforçam o que fora apresentado por nossa pena e tinteiro.

Se as almas que assim pensam conhecessem realmente os ensinos daquele que foi aclamado pelo oráculo de Delfos e tivessem lido os diálogos de seu grande discípulo, Platão, saberiam, claramente, que em nenhuma ocasião Sócrates exalta o bom-mocismo histriônico.

Aliás, lemos no diálogo Apologia de Sócrates, a seguinte recomendação para aqueles que ficariam responsáveis pela educação de seus filhos após a sua morte: “[...] castigai-os, atormentai-os com os mesmos tormentos que eu vos afligi, se achardes que eles estejam cuidando mais da riqueza ou de outra coisa que da virtude; se estiverem supondo ter um valor que não tenham, repreendei-os, como vos fiz eu, por não cuidarem do que devem e por suporem méritos, sem ter nenhum. Se vós assim agirdes, eu terei recebido de vós justiça; eu, e meus filhos também”. Nossa! O que será que os pretensos “educadores” modernosos diriam para Sócrates por tecer essa recomendação?

Quanto ao Cristo, basta que leiamos com atenção os Santos Evangelhos e perceberemos que nunca nosso senhor utilizou-se de meias palavras em Seu divino magistério. Sempre foi franco e, muitas vezes, duro em Seu ensino. Aliás, o mesmo nos diz (Matheus V; 37) para que nosso sim seja sim e que seu não seja não e que o resto é subterfúgio do maligno.

Doravante, salve engano, o que nossa sociedade, como um todo, e nosso sistema de ensino, em particular, têm feito senão seguir um rumo turvo e duvidoso? O que Sócrates realmente diria a nós sobre esse quesito? O que temos a dizer ao Mestre dos mestres a respeito disso tudo?

Por isso que a vereda do ensino não é uma estrada que tem como horizonte a obtenção de popularidade. Não se deve ter como meta no ato de educar a obtenção de “x” pontos de audiência. Ensinar, consiste, na maioria das vezes, em arrancar o indivíduo do seu submundo umbilical para mergulhá-lo na realidade humanamente vivida. Para tanto, é imprescindível que o mancebo receba as ferramentas intelectuais necessárias para essa jornada e que saiba utilizá-las razoavelmente.

Agora, tratar um garoto, e mesmo um adolescente, como um ser frágil, delicado, que pode carregar um trincado terrível em sua personalidade no restante de sua vida por causa de um “A” desagradável que lhe foi dito, não é ensinar e muito menos uma demonstração de amor e de respeito para com a pessoa humana.

Quem elogia e apazigua o erro degrada tudo o que é digno. Corrigir o erro é libertar a pessoa do circulo vicioso em que ela está agrilhoada. Combater o erro é lapidar no indivíduo a dignidade que lhe é originária. Mas, para isso, é fundamental que saibamos dizer não. Que saibamos repreender o que não condiz com uma pessoa que pretenda crescer em dignidade, prestatividade e bondade. E mais! Além disso, é necessário que não tenhamos medo de agir assim, pois, quem ama, não teme desaprovação. Teme sim, que a pessoa amada se perca.

Se continuarmos a caminhar no parvo passo hodierno, estaremos sabotando não apenas a vida da tenra geração que está sob nossa tutela; estaremos solapando os alicerces de nossa sociedade, como nos ensina tanto Gustavo Corção quanto Chesterton.

Ora, se tememos preservar e nos negamos transmitir a herança civilizacional recebida, se não mais é nosso intento corrigir e lapidar os nossos jovens para que eles tornem-se senhores de sua vontade, o que estes se tornarão? Que tipo de homens eles serão quando estiverem crescidos? E mais! Perguntemos junto com o filósofo Julián Marías: o que as gerações educadas por aqueles que estão sendo educados por nós irão ensinar as gerações que estarão sob sua tutela? Já pararam para pensar nisso?

É esse o caminho que está sendo trilhado por nós, sejamos capazes ou não de ver os plúmbeos ares que existem no horizonte dessa estrada que, apesar de apelar constantemente para as palavras amor e respeito está muito distante de ser sinalizada por elas.

Pax et bonum
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PROGRAMA AVE MARIA, 27 de janeiro de 2011.


O Programa Ave Maria é o Programa radiofônico da Paróquia Nossa Senhora de Belém e vai ao ar de segunda à sexta das 18h00 às 18h20. Nas quintas a apresentação do mesmo é feita por Dartagnan da Silva Zanela.


[pdf] OS ALICERCES DA IGREJA

OS ALICERCES DA IGREJA

OS ALICERCES DA IGREJA

Escrevinhação n. 870, redigido em 24 de janeiro de 2011, dia de São Francisco de Sales e do Bem-Aventurado José Timóteo Giaccardo.

Por Dartagnan da Silva Zanela

Alinhar ao centro
"Aceita tua imperfeição. É o primeiro passo para alcançares tua perfeição." (Sto. Agostinho)

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Muitos são os ataques auferidos contra a Santa Madre Igreja. Golpes estes vindos de todas as direções mundanas. E, se esses já não fossem suficientes, temos ainda, em farta quantidade, o chamado “fogo amigo”.

Porém, nessa mísera missiva, não iremos nos referir à apostasia que frutifica a partir das teologias modernistas e da teologia da libertação que injetaram no âmago da Igreja pestilências como o imanentismo, o historicismo, o materialismo, o gnosticismo e o marxismo, que reduzem tragicamente a compreensão da natureza humana e do anuncio da Boa Nova. Nosso intento é muito mais modesto. Desejamos apenas lembrar o que são os alicerces do Corpo Místico de Cristo que, em muito, se distinguem dos plúmbeos ares que o circundam e o invadem sorrateiramente.

A Mater et magistra, não se ergueu, e nem sustenta, sob um amontoado de editos, decretos e legislações sem Vida. Afirmar isso não é apenas enganoso, é uma demonstração de cabal desconhecimento do que é essa via de santidade. Sim, existem inúmeras almas indignas que integraram e integram a Eclesia Dei, mas elas não são o seu sustentáculo. São suas chagas. Aliás, como em inúmeras vezes afirmou o atual Sumo Pontífice, não é que hoje tenhamos poucos Cristãos. Sempre houve poucos. E é sob esses poucos que a Igreja se funda. E é através desses poucos que muitos encontram o Caminho, a Verdade e a Vida.

A Igreja foi edificada sob o sangue de seus mártires. Seja ontem, hoje ou nos amanhãs que estão por vir, esses é o seu sustentáculo. Essas pessoas, cada qual em seu tempo, deram um testemunho vivo do que significa viver de acordo com o Santo Evangelho, o que significa dedicar a sua vida a Cristo, entregando-a aos suplícios por amor ao Verbo encarnado.

Se cada um deitar suas vistas no conhecimento da história dos Santos de Deus compreenderia qual o papel da Igreja no mundo. Saltaria a nossa vista a multidão inumerável de milagres realizados pelo Altíssimo através do pedido intercessor dessas piedosas almas e, estando diante desses fatos teríamos, de cara, um vislumbre avassalador da presença da ação Divina no mundo, seja nos tempos pretéritos, ou nos dias atuais.

Conhecer os Santos de corpos incorruptíveis, os onze mil milagres documentados e anexados no processo de canonização de São João Bosco, o atendimento a mais de vinte mil confissões por ano realizadas por São João Maria Vianney (Cura d’Ars), a multidão de milagres realizados através das orações do Santo Padre Pio de Pietrelcina, destacando, em especial, o caso da menina cega, sem pupilas, que o procurou e voltou a enxergar logo após uma oração sua diante da mesma. Em fim, a lista não é nada pequena.

Naturalmente, todos esses homens foram perseguidos pelos inimigos internos e externos da Igreja e, por isso mesmo, essas são as pedras que se juntam a Pedra sob a qual o Senhor edificou a Sua Igreja e é a elas que devemos juntar nossos corações e orientar nossas vistas para o horizonte indicado por elas para, como elas, crescermos em Espírito e Verdade Naquele que Se fez carne.

Além disso, estudando a vida dessas almas santas temos a oportunidade singular de conhecermos o significado real do que é uma vida Virtuosa. Do que é uma vida que se transfigura na realização de uma virtude através da vivência do Evangelho de Cristo.

Tomando essa piedosa atitude, com toda certeza, ocorrerá na alma daquele que se dedicar nesta empreitada uma mudança radical na maneira de mensurar a vida humana. Não se tem como não abalar nossas mundanas convicções após conhecer a vida e a obra de um Santo Agostinho, de um São Lourenço, São Basílio Magno, de Santo Antão e tutti quanti. Sim, a multidão de santos e de seus feitos é grande. Bem maior que a nossa preguiça nos permite conhecer.

Doravante, tomando esse caminho de estudo e oração, conheceremos pessoas mais dignas do que nós. Pessoas de atos e palavras imensuravelmente maiores que nossa mesquinha pequenez. E assim, naturalmente, aqueles clichês que intentam reduzir a Igreja a uma reles instituição de poder, que conspiram para falsear a sua sacra história, desmoronam como um castelo de cartas sujas.

Nossa visão sobre a Fé, o mundo e o sentido da realidade muda literalmente quando permitimos que a Verdade adentre às janelas de nossa alma e a ilumine com os seus feixes de esclarecimento. Mas, para tanto, é fundamental que ouçamos o Mestre que nos convida a negarmos a nós mesmos para segui-Lo. Por isso, meu caro, é de basilar importância que conheçamos a vida exemplar daqueles que ouviram e obedeceram a este chamado para compreendermos do que esse grande mistério, que é a Igreja de todas as centúrias, está nos ensinando através dos séculos ao mesmo tempo em que insistimos, teimosamente, em manter a nossa alma obtusa às suas palavras vivas.

Estudando, conhecendo piedosamente os alicerces do Corpo Místico de Cristo, estaremos armando a nossa alma para nos defender dos inimigos Dele que, atualmente, abundam tanto fora como dentro da Igreja. Por isso, aprendamos como os Santos a viver como eles, a viver com eles a Vida da Igreja.

E quanto ao resto? Bem, o resto é tão só soberba dos tempos modernos e nada mais. Soberba que se disfarça das mais variadas maneiras para confundir nossa Inteligência e turvar a nossa Fé.

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