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O Homem que era Quinta-feira de G.K. Chesterton
Palestra de Henrique Elfes no Círculo de Estudos Políticos.
Adoro te devote (Hino eucarístico)
Por São Tomás de Aquino
Adoro-Te com amor, Deus escondido,
Que sob estas espécies és presente.
Dou-Te o meu coração inteiramente,
Em Tua contemplação desfalecido.
A vista, o tacto, o gosto nada sabem,
Só no que o ouvido sabe se há-de crer.
Creio em tudo o que o Filho de Deus veio dizer:
Nada mais verdadeiro pode ser
Do que a própria Palavra da Verdade.
Na cruz estava oculta a divindade,
Aqui também o está a humanidade.
E contudo, eu creio e o confesso
Que ambas aqui estão na realidade,
E o que pedia o bom ladrão eu peço.
Não vejo as chagas, como Tomé,
Mas confesso-Te meu Deus e meu Senhor.
Faz-me ter cada vez em Ti mais fé,
Uma esperança maior e mais amor.
Ó memorial da morte do Senhor!
Ó vivo pão que ao homem dás a vida!
Que a minha alma sempre de Ti viva!
Que sempre lhe seja doce o Teu sabor!
OS LIMITES DA AVENTURA
Escrevinhação n. 1001, redigida em 14 de abril de 2013, dia de São Pedro Gonçalves Telmo, de Santa Ludovina e de Santo Abôndio. Terceira semana do Tempo Pascal.
Por Dartagnan da Silva Zanela
O limite é o elemento que nos dá forma. Tanto nosso corpo, como nosso comportamento e caráter, só podem ser reconhecidos como tal, por nós e por outrem, porque apresentam uma forma humanamente reconhecível na essência e nos acidentes (especificidades).
De um modo geral, o não enquadramento na forma irá apontar para traços que nos distinguirão enquanto indivíduos, porém, continuaremos necessitando do sentido que nos é dado pelos limites para que, inclusive, nossa singularidade possa ter fundamento, de modo similar a um riacho que tem a necessidade da pressão das margens para ser o que é.
Um exemplo que, penso eu, nos auxiliaria na compreensão disto, é-nos dado por uma cena do filme “As aventuras de Pi” (direção de Ang Lee). Referimo-nos, especificamente ao momento em que o garoto tem sua primeira experiência com a doma do tigre Richard Parker, enquanto estava à deriva no meio do oceano Pacífico. Pi Patel, em sua solitária narrativa, afirma que se ele não tivesse a companhia da fera provavelmente teria morrido.
O felino de nome humano, em meio à imensidão azul, o mantinha desperto, atendo, por dar-lhe uma medida viva em meio àquele imenso vazio humano. Pi encontrava em Richard Parker o limite necessário para que ele não afunda-se na imensidão desoladora que, literalmente, o deixou livre de tudo e de todos e que, ao mesmo tempo, o condenava. A constante ameaça do tigre lhe movia na busca dum sentido para sua vida, duma forma para aquela situação tão desprovida de sentido.
Doravante, quando volvemos nossas vistas para nossa vida na sociedade atual, percebemos que carecemos muitas vezes da presença dum tigre, de algo que nos desafie, que nos faça sentir os limites ontológicos de nossa existência, que nos permita sentir o pulsar cálido da realidade.
No fundo, todos nós somos náufragos perdidos em meio à imensidão, porém, matamos a besta feroz dos limites (principalmente no que se refere à formação dos infantes e jovens), preferindo boiar, sem eira e nem beira, tendo como único horizonte a perspectiva aguada duma e doutra conquista hedonista e/ou material na forma de uma bugiganga modernosa.
Verdade seja dita: os limites só tem sentido quando expressam com clareza a realidade a qual eles se referem. Apresentar uma enxurrada de normas simplesmente para enfeitar o coreto, para justifica a existência duma burocracia desnecessária e, em sua essência, ineficaz em seus propósitos e corruptora em sua excussão, não passando dum absurdo similar às leis ditadas pela Rainha de Copas, de Alice nos país das maravilhas. Tal estado de coisas apenas estupidifica os indivíduos por deformar a percepção das realidades mais patentes da vida. Aliás, como diria vovó: a dor ensina a gemer (ao menos ensinava). O limite ensina a viver e quem teme a possibilidade duma possível dor (ou frustração, se preferirem) não sabe o que é a vida. E quem quer extirpá-la do mapa, anseia por (de)formar a natureza humana.
Por essas e outras que, como diria Luiz Felipe Pondé, sentimo-nos em paz por estarmos resumindo a vida num ciclo narcísico de compras, nos aproximando demasiadamente dos personagens felizes e idiotas do Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley. E, infelizmente, nos distanciado terrivelmente da presença vivificante das Aventuras de Pi.
Pax et bonum
Site: http://dartagnanzanela.k6.com.br
e-mail: dartagnanzanela@gmail.com
E o barco chegou imediatamente à terra para onde iam
Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein)
Quando as tempestades rebentam
Tu és, Senhor, a nossa força.
Louvar-Te-emos, a Ti, Deus forte,
Nosso constante socorro.
Perto de Ti aguentamos firmes,
Em Ti pondo a nossa confiança,
Ainda que seja sacudida a Terra,
E que se encapele o mar.
Podem as ondas enrolar-se e desenrolar-se,
Podem as montanhas vacilar,
A alegria há-de iluminar-nos,
A cidade de Deus dá-Te graças.
Tens nela a Tua morada,
Preservas a sua paz santa.
E um poderoso rio protege
A sublime morada de Deus.
Sublevam-se em loucura as multidões,
Colapsa o poder dos Estados.
Eis que Ele levanta a voz,
A Terra brame, sacudida.
Mas o Senhor está connosco,
O Senhor, o Deus Sabaoth.
Tu és para nós luz e salvação,
Contigo, jamais experimentaremos o medo.
Vinde todos, vinde contemplar
Os prodígios do Seu poder:
Todas as guerras se extinguem,
A corda do arco desentesa.
Lançai para o braseiro de fogo
Escudo e arma de guerra.
O Senhor, o Deus Sabaoth,
Socorre-nos na tribulação.
Aula do Curso Online de Filosofia - Olavo de Carvalho - 06 de abril de 2013.
Para entender o que está ocorrendo no mundo hoje.
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