Bem vindo ao blog de Dartagnan da Silva Zanela, Cristão católico por confissão, caipira por convicção, professor por ofício, poeta por teimosia, radialista por insistência, palestrante por zoeira, bebedor de café irredutível e escrevinhador por não ter mais o que fazer.

Pesquisar este blog

MÁRIO FERREIRA DOS SANTOS E O NOSSO FUTURO

MAIS DO QUE RECOMENDADO: Não deixem de ler o artigo MÁRIO FERREIRA DOS SANTOS E O NOSSO FUTURO, da autoria do filósofo Olavo de Carvalho, publicado na revista Dicta & Contradicta de junho de 2009 e disponível em seu web site.

Exerto: Não tenho a menor dúvida de que, quando passar a atual fase de degradação intelectual e moral do país e for possível pensar numa reconstrução, essa obra, mais que qualquer outra, deve tornar-se o alicerce de uma nova cultura brasileira. A obra, em si, não precisa disso: ela sobreviverá muito bem quando a mera recordação da existência de algo chamado “Brasil” tiver desaparecido. O que está em jogo não é o futuro de Mário Ferreira dos Santos: é o futuro de um país que a ele não deu nada, nem mesmo um reconhecimento da boca para fora, mas ao qual ele pode dar uma nova vida no espírito.

20 ANOS SE PASSARAM

Em memória das vítimas do massacre na Praça da Paz Celestial - 4 de junho de 1989.

REFLEXÕES BLÓGICAS – XVIII


É incrível como a credulidade misturada com a idiotice rende frutos inimagináveis. Um bom exemplo disso são os efeitos colaterais do filme “Anjos e demônios” no público que deitou suas vistas nesta película bonitinha, mas totalmente ordinária. Mais do que depressa se levantaram as vozes dos palpiteiros discutindo (imaginem só, discutindo) os grandes segredos da Santa Madre Igreja e os seus mistérios insondáveis. Mas, eu pergunto a esses palpiteiros: de que mistérios vocês estão falando? Aliás, vocês, palpiteiros crédulos, que facilmente se permitem influenciar por um filme de meia pataca como esse, deram-se ao trabalho de, ao menos, conhecer a História (que é pública e discutida) da Igreja Católica Apostólica Romana? Deram-se ao trabalho de estudar os documentos do Vaticano e as Encíclicas Papais que, por sua deixa, também são públicos? Provavelmente não e por essa mesma razão esses indivíduos são incapazes de fechar a boca, parar de tagarelar e se dedicar, um pouco que seja, a algo que eles tem uma imensa aversão: estudar.

Dartagnan da Silva Zanela,
em 09 de junho de 2009.

AMOR E EGOISMO - parte I

Comentário realizado por Dartagnan da Silva Zanela no dia 02 de junho de 2009

Irmão Sol, Irmã Lua

QUESTÃO CAPITAL CINICAMENTE DESDENHADA - em pdf

QUESTÃO CAPITAL CINICAMENTE DESDENHADA

QUESTÃO CAPITAL CINICAMENTE DESDENHADA

Redigido em 02 de junho de 2009, dia de São Marcelino e de São Pedro 9ª Semana do Tempo Comum.

Por Dartagnan da Silva Zanela

"O orgulho não quer dever e o amor próprio não quer pagar".(François de La Rochefoucauld)
- - - - - - - + - - - - - - -

Uma das expressões populares mais acertadas é a de “jogar conversa fiada”. Quando dialogamos com alguém esperemos que a conversar nos renda outras idéias e pareceres em troca dos nossos que foram ofertados, correto? Pois bem, oferecemos nossas idéias de maneira fiada a outrem e esse, muitas das vezes, porta-se como a um velhaco intelectual, não realizando o devido pagamento pelo que entregamos.

Em regra, a maioria absoluta de nossas conversas, inclusive as que são tidas como sérias, não passam de um reles “jogar conversa fiada”. E pior! Muitas das vezes nem as idéias nós ofertamos no meio do trololó, apenas repetimos algumas palavras-chave que estão a circular pelas vielas da sociedade para melhor agradar o cliente (nosso interlocutor, no caso) para mantermos uma boa aparência mesmo que ambos estejam enganando um ao outro. E o que é mais grave, enganando a si mesmos.

Ora, crescendo e vivendo em um meio como esse, como é possível falar com a merecida seriedade sobre qualquer assunto? Como é possível falar com a devida seriedade sobre temas capitais em uma ambiente onde tudo o que é digno de respeito é cinicamente desdenhado em nome da manutenção de uma dissimulação esquizofrênica. Como?

Não dá mesmo. Viver em um mundo de especialistas em que cada um sabe cada vez mais sobre cada vez menos e que, por essa razão estranha, acreditam estar autorizados a apresentar e implementar as (im)possíveis soluções para todos os problemas humanos já é um grande delírio societal. Agora, viver em uma sociedade repleta de palpiteiros que são especialistas em qualquer coisa, que sabem cada vez menos sobre coisa alguma e, por isso mesmo, crêem que estão habilitados a dizer como você deve viver e que palavras (politicamente-correto) você deve utilizar para verbalizar a realidade que está diante dos seus olhos é pra acabar.

Está parecendo estranho o que estou escrevendo? Então vamos fazer o seguinte: meditemos, solitariamente, sobre a nossa (de)formação educacional. Não vamos aqui rememorarmos os nossos queridos (ou não) professores, mas sim, quanto à postura com que nós encarávamos e encaramos a nossa formação enquanto pessoas. Sempre quando falamos em educação a primeira imagem que nos vem à mente não é a nossa, mas sim, a de terceiros que, supostamente, seriam os responsáveis pelo que deveríamos ter aprendido. Bem, aí começamos com o primeiro engano.

Engano porque a nossa educação não é responsabilidade de outrem, seja esse outrem uma pessoa, ou várias, ou uma Instituição. A responsabilidade pela nossa educação é de quem mais se interessa pelo seu bom andamento. Ou seja: “é nóis tio”.

Se estivermos nos sentindo mal atendidos no quesito educação, o primeiro problema está justamente aí, em nossa irresponsabilidade por nossa pessoa. É claro que a sociedade atual apregoa que essa não é uma responsabilidade sua, todavia, o que temos ganhado com isso? Com toda certeza não é a melhor educação do mundo, visto que, o Brasil sempre ocupa as últimas colocações nos testes sobre capacidade de leitura. Aliás, somos um povo que lê muito pouco e este pouco é feito de maneira pouco apurada e com muita má vontade. Não é à toa que sejamos tão dados a jogar conversa fiada.

O tom parece um tanto agressivo, então sejamos, neste ínterim, devidamente sinceros: quantas perguntas você formulou em sua vida? Quantas dessas perguntas você procurou investigar para obter uma resposta satisfatória? Muitas? Poucas? Ou apenas o número possível entre uma e outra conversa vazia jogada fora?

Doravante, se não somos capazes de ser sinceros conosco mesmo diante de perguntas tão simples, como podemos ser francos conosco mesmo diante de questões mais sérias que exigem de nós uma postura minimamente responsável. Ora, ser sincero consiste em aceitar nos enquadrar nos moldes das virtudes mesmo que as pessoas a nossa volta digam o contrário. Agir de modo sincero é agir com vistas a nos apresentarmos frente à verdade curvando nosso entendimento diante dela e permitindo que ela governe nossa razão.

Essa tensão interior nada mais é do que a resposta ao que queremos ser e somos, necessariamente, esse nosso querer. Esse querer pode ser um desejo sincero de crescer e de se realizar enquanto pessoa através da investigação das questões que nos permitimos levantar e responder, como também podemos ser uma parte soberba de uma massa presunçosa que repete tudo o que os outros dizem para poder fingir que sabe coisas que desconhece e desdenha por negligenciar o conhecer em seu delirante desconhecimento de si.

Por fim, tudo isso, meu caro, é uma questão de escolha. Do que você realmente quer, do que você realmente é.