Bem vindo ao blog de Dartagnan da Silva Zanela, Cristão católico por confissão, caipira por convicção, professor por ofício, poeta por teimosia, radialista por insistência, palestrante por zoeira, bebedor de café irredutível e escrevinhador por não ter mais o que fazer.

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O CREPÚSCULO DA RAZÃO

Por Dartagnan da Silva Zanela

DESRESPEITO JÁ - Sou franco em dizer, não respeito a senhora presidente nem aqui, nem na casa do chapéu. Não que a pessoa dela não mereça o mínimo respeito que é devido a todo ser humano. Não é isso cara pálida. Aliás, a questão vara bem longe disso, afinal, ela preside a república (ou algo parecido com isso).

A senhora que ocupa a cadeira presidencial não merece o respeito exigido porque ela não se dá ao respeito. Ela avacalhou e avacalha com todo o povo brasileiro com suas mentiras sem fim. Ela envergonha a nação brasileira com suas imposturas e disparates. Principalmente, ela não é digna de respeito porque enxovalha com a própria presidência que, diga-se de passagem, já faz muito que não é lá essas coisas e agora, não passa duma choldra ignóbil. 

Por isso, se você acha que essa sicofanta merece ser reverenciada só porque ocupa um cargo ao qual ela não está a altura, admita: você não sabe, ou no mínimo esqueceu, o que é o tal do respeito, pois, quem não sabe desprezar isso, não sabe respeitar o que é realmente digno.

Resumindo: respeitar quem hoje está à frente do Palácio do Planalto é desrespeitar a presidência. Reverenciar a Presidenta é espezinhar a república.

Sinto muito, mas nesse caso não há meio termo. Quem exige respeito a isso não vale o que evacua.

DO JEITO QUE O DIABO QUER - O que o mundo moderno quer é que a Igreja negue o Cristo para ser aplaudida e reconhecida como “boazinha” como tudo o mais que, cinicamente, dissimula histericamente o “bem” no mundo hodierno. 

NO DOS OUTROS É BÃO - Intelectuloide com duas mãos esquerdas acha lindo ver bandido - de maior ou de menor - livre, leve e solto porque o folgado mora em condomínio de classe média. Mas duma classe média que a dona Marilena Chauí não odeia porque é cínica como ela. Agora, se o sujeitinho morasse num bairro de trabalhadores que vive sob a ameaça desses biltres não pensaria de forma tão inclemente e artificiosa. Não mesmo.

BARBARIDADE - Militontos, declarados ou dissimulados, são assim: se eles, só eles, enxovalham, é cidadania. Agora se alguém ousa apontar-lhes o dedo para dizer-lhes uma meia-dúzia de verdades eles dão chilique. Dizem que estão querendo dar golpe ou coisa do gênero e, é claro, chamam o sujeito de fascista, de racista, sexista, do diabo a quatro porque, onde já se viu alguém ter a petulância de reconhecer o óbvio ululante de que tudo neles é fingimento e dissimulação? Pois é, pois é, pois é. Por essas e outras que gente desse canhoto naipe não vale a farinha que come. Outros tantos nem o excremento que fazem.

OS BASTARDOS DE ROUSSEAU - Ideias de jerico são um instrumento extremamente eficaz para estercar o mundo, ainda mais se essas forem expostas com certo refino intelectual e ensinadas como sendo o que há de mais avançado sem se esquecer, é claro, de afirmar que todos aqueles que não concordam com as ditas cujas são pessoas más, que desgostam dos desvalidos do mundo, preconceituosos e o resto vocês sabem.

Como não são poucos os tontos que caminham por essas paragens, o efeito que ideias alopradas têm na sociedade é um espetáculo sem igual. Um show de estultice que não acaba mais.

Com base em sandices intelectuais - do tipo o homem é bom por natureza e a sociedade que o corrompe - tudo tornasse válido e lícito em nome dum bom-mocismo que incapacita intelectualmente os indivíduos ao mesmo tempo em que os perverte moralmente sem que eles se deem conta disso. Aliás, os sujeitos "vítimas" dessas ideias iluminadas acham tudo isso uma lindeza só. Principalmente os disparates histéricos.

A tonteria politicamente-correta reinante é um dos muitos frutos do mito do bom-selvagem de Jean-Jacques Rousseau fantasiados, atualmente, em bom-revolucionário, bom-terrorista, bom-bandido, bom-qualquer coisa. O importante mesmo é que qualquer coisa (sociedade, Estado, sistema, Igrejas, elites, etc.) seja responsabilizada por todos os equívocos volitivos cometidos pelos representes menos gabaritados da espécie.

O que interessa mesmo é que a irresponsabilidade geral seja convertida em virtude cívica número um para mais facilmente implantar, com o consentimento geral, um inferno totalitário dos bastardos de Rousseau, Marx e companhia.

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UMA LONGA NOITE

Por Dartagnan da Silva Zanela

A COQUELUCHE DO BOM-MOCISMO - Quando vejo essa gente toda boazinha, se derretendo de tanto bom-mocismo, clamando por mais educação ao mesmo tempo em que gritam não para a redução da maioridade penal, imediatamente vem a minha mente as palavras do velho Karl Kraus que diz-nos que a boca de gente assim transborda daquilo que o coração está vazio. Bem vazio.

TOLICES ÁUREAS - Educação não é uma panaceia. Ela não é capaz de resolver todo e qualquer problema. Somente gente muito tonta, ou com uma séria deficiência de caráter, pode crer e mesmo defender uma patacoada como essa. Em regra, pessoas que batem o pezinho para defender isso, não sabem o que é educação, não iniciaram a própria, nunca educaram alguém e, obviamente, nunca colocaram os pés numa escola ou colégio da "pátria educadora" para realizar o milagre do EX DUCERE.

GENTE BOAZINHA É UM PORRE - Só para constar: uma possibilidade clara, razoável e eficaz de punição é um instrumento inestimável de educação. Quem não compreende isso, deveria calar e matutar ao invés de ficar tecendo bravatas sem fim para apregoar aos quatro ventos que escola transforma psicopata em pacato e ordeiro cidadão.

VOTAR PODE! SER RESPONSÁVEL NÃO - As perguntas que não querem calar: se um grupelho de adolescentes estuprarem quatro moças e matar uma, o que deverá ser feito com eles? Deverão ser enviados a uma escola para que eles aprendam que isso não se faz? Que é feio, muito feio violar a integridade física de alguém e, mais feio ainda matar esse alguém? E o que deverá ser dito aos familiares dessas quatro abençoadas? O que deverá ser dito para os familiares da moça que foi assassinada com requinte de crueldade? Que os criminosos não serão recuperados se condenados e que, no fundo, eles são vítimas inermes do sistema e que prisão, nesses casos, é bobagem? Bobagens, meu amigo, bobagens elegantemente ditas com todos aqueles trocadilhos enervantes típico de gente que gosta de fazer pose de boazinha sem importar-se com a natureza do bem e, principalmente, sem compreender a patologia do mal.

APENAS UMA HISTORINHA - Certa feita um professor, um “professorzinho”, como muitos gostam de nominar, que lecionava numa turma de sétimo ano (antiga sexta série) contou-me que havia nessa turma dois alunos com um longo e sombrio histórico. Ambos tinham dezesseis aninhos. Eram petulantes, indispostos a realizar o que era proposto, desordeiros e agressivos, com tudo e com todos, é claro.

Dizia-me ele que a sua preocupação não era com a integridade de sua pessoa, mas sim, com as crianças que visivelmente estavam assustadas com os garotos que, de fato, intimidavam.

Essas crianças, suas alunas, não moravam num condomínio fechado e o pai não vinha trazê-las até a porta do colégio. Pois é, mas os dois indivíduos tinham o direito de ali estar, mesmo que não estivessem interessados em exercê-lo direito devidamente.

Certo dia, o professor em questão teve a ingrata oportunidade de conversar com uma promotora e lhe descreveu a situação. Feito isso, perguntou para a senhora o que ele poderia fazer pra resolver o caso. A referida, de maneira sonsa e politicamente-correta, disse-lhe: “Conversar. E se não der certo, conversar de novo, de novo e de novo. A gente só não pode desistir desses dois garotos”. É isso mesmo que você acabou de ler. Era isso que o professor deveria fazer para resolver essa triste situação, segundo a distinta “otoridade”.

Pois é, mas o professor, por sua deixa, estava mesmo preocupado com os outros trinta e três alunos. Coisa que, em nenhum momento, passou pela cabeça da iluminada defensora pública. Não passou porque sua filhinha não estudava na turma em questão, nem no colégio em que ocorreu essa desconfortável situação. Aliás, dificilmente estudaria. Mas, e se estudasse, será que a atitude dela frente aos dois continuaria sendo a mesma? Pois é. É bem desse jeitão que a banda toca em nosso país onde o bom-mocismo ama fantasiar-se cinicamente de justiça.

ANTI-SOCIEDADE - Quando os indivíduos perdem o senso de realidade, quando as pessoas passam a raciocinar a partir de estereótipos ideologicamente deformados, todo e qualquer absurdo torna-se plausível. Quando, por exemplo, um criminoso tem mais apreço frente à justiça, bem como junto aos formadores de opinião, do que as vítimas do mesmo têm-se um claro sinal de que já varamos longe, bem longe, dos limites da razoabilidade.

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APENAS UMA CADEIRA VELHA


Por Dartagnan da Silva Zanela

ATRAPALHAM, ATRAPALHAM MUITO MAIS - A coisa mais incômoda que existe na face da terra é um inútil tentando ser útil, digo, tentar parecer útil. Infelizmente o bichinho é incapaz de negar a sua natureza imprestável.

Se essa gente realmente deseja-se fazer algo bom, prestariam um grande favor a todos nada fazendo e, principalmente, deixando de fingir que tem boa vontade e de dissimular que sabem fazer algo de maneira razoavelmente competente.

Mas não. Por serem imprestáveis e, em muitos casos, desprovidos de caráter, esses sujeitinhos esforçam-se, e como se esforçam, em parecer o que jamais serão: dignos, prestativos e bons. E, nesse fingido intento, atrapalha pra cacete.

NÃO HÁ REMÉDIO - Uma pessoa que não sabe portar-se educadamente numa fila, num ônibus, num metrô, ou mesmo na rua, no fundo não sabe a diferença evidente que há entre o que sai pelo seu orifício anal e o que é expelido através de seus lábios.

Aliás, para esses indivíduos é praticamente impossível fazer tão elementar diferenciação, haja vista a tamanha semelhança existente entre o conteúdo fecal e a exalação verbal.

Tadinhos. Não é à toa que falam tanta merda de maneira tão inconveniente achando que estão mostrando o que há de melhor neles. É, vai ver que, bem provavelmente, estejam mostrando mesmo.

MEDIDA SEM MEDIDA - Suponhamos que um adolescente, liderando um grupo de indivíduos na mesma faixa etária, roube, estupre, torture e mate uma pessoa.

Suponhamos também que os mesmos sejam identificados. Pergunto: o que os intelectuais ungidos, profetas dos direitos confusamente humanos, diriam aos familiares da vítima? Provavelmente, diriam algo mais ou menos assim: eles, os familiares, devem perdoar os garotos porque, no fundo, eles são tão vítimas quando a vítima, porque a sociedade não lhes deu oportunidades e tutti quanti.

Ah! É claro: é possível que lembrem aos mesmos que condenar os garotinhos não irá trazer a vida de seu ente querido de volta. Quanta sensibilidade, não é mesmo?

Poderiam até dizer outras coisas, mas, no fundo, não passariam de variações do mesmo tom que tanto macula nossas cabeças bem pensantes.

Aliás, poderíamos fazer outra conjecturação: o que esse discurso de bom-moço está comunicando para a sociedade? Qual lição esse falatório de justiça social está ensinado às tenras gerações? Muitas coisas, entre elas que o crime não apenas compensa, mas também e principalmente, que pode ser justificado com ares de indignação moral politicamente-correta.

INDIGNA SACANAGEM - Quando uma pessoa que, em regra, pensa apenas em tirar vantagem de tudo, que age rotineiramente como se seu umbigo festivo fosse o centro do mundo, resolve parecer uma pessoa séria e prestativa, fuja índio velho! Fuja que coisa boa não vem não. Ou então aguarde para ver o espetáculo circense que o aguarda.

COMÉDIA DAS COMÉDIAS - Uma das cenas mais cômicas da face da terra, e que é fartamente retratada pela literatura universal, é a indignação teatral dum canalha quando ele é chamado por alguém daquilo que ele é: um canalha. A revolta do danado é engraçada pacas. Porém, mais engraçado que isso é ver um, ou muitos tontos acreditarem na encenação do bichinho e se doerem por ele. Infelizmente ou não, no Brasil temos uma fartura considerável dessas cenas para nos divertir. Tamanha é a abundância que chega, às vezes, até nos irritar. 

QUASE O PIOR CONSELHEIRO - Todo canalha gosta de parecer preocupado com os problemas dos outros. E é incrível como todo mau-caráter ama fazer pose de bom conselheiro. É coisa linda de se ver; sua artificiosa dissimulação. Mas, nesse entrevero todo, o que realmente dá nojo é vermos os desavisados ouvirem prioritariamente os conselhos “psicológicos” e “morais” desse tipo de rafuagem. Fazer o que? Que cada um ouça aquele que considera mais valoroso. Só depois não se faça de coitado, nem de Madalena arrependida.

QUE POVO É ESSE? - Povo independente, digno, é o povo capaz de andar com as próprias pernas. Deu pra entender ou é preciso desenhar? 

JEITÃO BRABO - Todo mundo, para sobreviver nesse mundo, tem que ter um “Q” de dissimulação. Faz parte do jogo. Agora, viver de maneira dissimulada é algo inadmissível, porém, no Brasil, tornou-se regra indispensável, tamanha a canalhice reinante.

DUAS PEDRAS DE TOQUE - Dignidade e prestatividade não devem, jamais, serem dissimuladas. Isso é algo que os biltres de todas as espécies deveriam saber. Aliás, não se deve, de modo algum, confiar na dissimulação de honradez de um canalha, pois eles sempre são mais do que suspeitos. E esse é um erro que as almas desavisadas não podem se dar ao luxo de cometer. Não mesmo.

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NÃO IRÁ ESCANDALIZAR NENHUM DESSES PEQUENINOS

Por Dartagnan da Silva Zanela


Muitas são as advertências que Nosso Senhor nos faz através da Sagrada Escritura, como também não são poucos os conselhos que nos são dirigidos pelo Pedagogo maior para que possamos crescer em dignidade e verdade. Não apenas ele, mas a sabedoria universal também o faz e ambas, a Verdade Revelada e as verdades semeadas, apontam para a mesma direção altiva.

Dentre os inúmeros conselhos, há um que deveria ser afixado na soleira de nossa vida, para jamais esquecermos e, principalmente, não ousarmos desdenhá-lo. Não causará escândalo a nenhum desses pequeninos, assim diz o Senhor. E sabedoria universal, pelos lábios tanto dos filósofos Romanos, como dos provérbios chineses, lembram-nos que os exemplos, ao contrário das palavras, não apenas movem. Eles arrastam.

Voltemos a questão do escândalo. Esse, nesse sentido, refere-se ao ato de abalar os alicerces fundamentais da vida que nos são ministrados pela piedosa tradição que prudentemente atualiza os ensinos da Revelação. Detalhe: atualizar não é, e nem deve, ser sinônimo de perverter, mutilar, manipular nem de subverter. Fazer isso é um péssimo exemplo para os pequeninos, para a sociedade de um modo geral.

Detalhe: não preciso dizer que essa distinção, ao que tudo indica, foi totalmente esquecida pelas pessoas que, direta e indiretamente, deveriam dar testemunho do que significa viver uma vida reta e justa. Zombado pelos indivíduos que deveriam, como dizem os populares, dar o exemplo.

Pessoas, investidas de autoridade, seja ela professoral, sacerdotal, legislativa ou governamental, deveriam ter em seu horizonte a clara compreensão de que todos os seus atos são simbólicos. Devido ao papel central que ocupam na sociedade não apenas seus gestos, mas sua pessoa como um todo, são um modelo de como um sujeito deve viver.


Suas ações, por mais discretas que sejam, são irradiadas por toda a sociedade e, por isso, acabam ou estimulando uma atitude edificante ou instigando a prática de vilezas. E assim o é, pois, como nos lembra o poeta Bruno Tolentino, dum modo geral nós aprendemos a ser quem devemos ser a partir de tudo que se ouve e, também, por meio de tudo o que houve.

Por isso, a posição ocupada por um indivíduo investido de autoridade tem um efeito pedagógico e moral. Seus atos, e mesmo sua pessoa, tornam-se uma espécie de ícone dum comportamento que ganha legitimidade pelo simples fato de estar sendo feito por esses indivíduos que se encontram nessa posição.

Um professor, um padre, um homem público e, numa escala microssocial, um pai, goste-se ou não, todos os seus atos são milimetricamente observados pelos olhares da sociedade e passam, mais cedo ou mais tarde, a servir de modelo de conduta para os demais membros da comunidade. Modelo esse que, como havíamos dito anteriormente, podem ser magnânimos ou escandalosos.

Por isso, Nosso Senhor adverte-nos, vivamente, para que não escandalizemos os pequeninos. Para que não subvertamos a ordem moral em nome de nossos desejos de ocasião. Não portemo-nos de maneira indigna porque, tal impostura, semeia em meio a sociedade a cizânia generalizada. Cizânia essa semeada por pura soberba e vaidade e que, como todo e qualquer exemplo, arrastam multidões.

Por isso, para ocupar-se uma posição investida de autoridade é de fundamental importância que os indivíduos que se proponham a tal tarefa cultivem, no âmago de seu ser, um agudo senso aristocrático. Compreendam que os cargos que lhes são confiados exigem deles uma clara compreensão de seu papel simbólico e educativo. Papel esse que não é desempenhado através do uso de palavras, mas sim, através de atitudes simples, da sua maneira de viver.

Se os homens públicos, sacerdotes, professores, líderes políticos e comunitários não estiverem cônscios desse aspecto fundamental que deve ser encarnado pela sua pessoa no exercício de suas funções, se essas pessoas acreditam que eles devem apenas gozar dos privilégios que lhes são conferidos (por menores que sejam), sem necessariamente apresentarem uma vida exemplar de austeridade e abnegação, tudo o mais acaba descambando, da mesma forma que uma casa cai em ruínas quando suas colunas e alicerces desmoronam.

E desmorona porque a sociedade aprendeu com a desrespeitar e a ser canalha com os exemplos ofertados com abundancia por aqueles que deveria apontar o caminho da dignidade cívica. Não é à toa que a modéstia sumiu, que a humildade sucumbiu e, junto com elas, desmoronou todo senso de dever e honra que tão bem identifica-se o espírito republicano.

Pois é, de escândalo em escândalo fomos nos tornando essa pachorra que, por falta de bom senso, chamamos impropriamente de nação; por falta de senso do ridículo há muitos outros que referem-se a essa fase de nossa história de “Pátria Educadora”. Infame pátria sem rumo, se eira nem beira guiada de alto a baixo por almirantes cegos, surdos e tolos.

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A TRIBUNA ESTÁ VAGA

Por Dartagnan da Silva Zanela

O FIM DAS FRONTEIRAS - Para ser respeitado, saiba respeitar. Para saber respeitar, aprenda a desprezar, pois quem não sabe praticar essa refinada arte, acaba insultando tudo o que é honorável por portar-se de maneira reverente com tudo, inclusive com o que é execrável. E de todos os venenos que corroem a fronteira que separa um do outro, que apartam a fidalguia da indignidade, os mais letais são o sulfuroso relativismo e o degradante politicamente correto. Entenda isso e aprenderá o que é o tal do respeito.

O VÍRUS LETAL - Quando nos sentimos, interiormente, temeroso de reconhecer certas atitudes, ideias e valores como sendo obviamente deploráveis é sinal de que já fomos contaminados com o vírus do politicamente correto. O tratamento para tal enfermidade é simples, porém, doloroso. É, mais ou menos, assim: lembre-se diariamente, várias vezes ao dia, que a realidade é muito maior e mais importante do que tudo o que os seus pares, militontos ou não, digam a respeito de tudo e de todos. O feio continuará a ser o que é, e o errado também, mesmo que eles gritem histericamente o contrário. Resista ao teatrinho dessa gente reconhecendo o óbvio ululante e logo, bem loguinho, estará curado.

UMA GRAVE CONFUSÃO - Nos dias de hoje é um erro muito frequente confundir um direito com um desejo. Temos direito a algo quando alguém nos impõe uma obrigação. Tenho, por exemplo, direito a um honorário quando alguém exige de mim o cumprimento de uma tarefa. Se ninguém me obriga a algo não tenho direito a nada. Ponto. Um desejo, por sua deixa, apenas manifesta um querer que julgamos ser merecedor de sua realização sem que, necessariamente, tenhamos feito algo para merecê-lo.

PARA A FOLIA GERAL - É tanta confusão e demência que hoje toma conta de nosso país que todo aquele que, ao dar o seu palpite, afirmá-lo veementemente, crendo saber o que deve ser feito, das duas, uma: ou é muito inocente e não sabe o que está dizendo, ou é apenas mais um louco dando chilique no manicômio nacional.

QUESTÃO DE CONSCIÊNCIA - A tomada de consciência de nossa demasiada condição humana inicia quando admitimos que, fundamentalmente, nada somos e que nada nos é devido. Se não reconhecemos isso estamos alienados de nós mesmos; de quem realmente somos.

A TRÍADE SAFADA - Os medíocres querem parecer normais; os soberbos desejam impor-se a todos como sendo a nova medida de normalidade; e os vaidosos se rejubilam fingindo ser o que eles jamais serão.

CIDADÃO ADESTRADO - Para o tolo massificado, pouco importa se o que seus líderes e dirigentes dizem seja verdadeiro ou falso. O que realmente interessa para eles é que o que esses sujeitos digam infunda em seus coraçõezinhos uma falsa esperança juntamente com a sensação de que eles estão certos, certíssimos, mesmo que tudo em sua volta aponte para o contrário.

GRANDEZA E MISÉRIA HUMANA - Liberdade, justiça, honra, dever, piedade e esperança. É a realidade rediviva dessas palavras na vida de um homem que faz dele um gigante oculto em meio às banalidades cotidianas.

Sem elas a vida acaba sendo devorada pelas sombras do dia a dia, reduzindo a grandeza humana à nossa mediocridade que, por sua deixa, transmuta a liberdade na arbitrariedade de tolos desejos; transforma a justiça em manha infantil; reduz a honra a um mísero sentimento de indignação pueril; desfigura o senso de dever; subverte a piedade num ridículo coitadismo e escarnece da esperança fazendo-a ser apenas uma tola expectativa em promessas mundanas. Esse é o homem-massa que vem, dia após dia envergonhando a humanidade de todos os tempos.

O FIEL DA BALANÇA - Uma coisa é celebrar a fé para, com esse ato, sermos elevados em espírito e verdade. Outra coisa bem diferente é avacalhar com ela em favor da vaidade e da má vontade nossa de cada dia.

ATÉ FINDAR OS DIAS - Os dias passam para todos, menos para os tontos que insistem em viver numa adolescência perene. Os dias seguem seu curso e assim o é para todos, menos para os medíocres que se acorrentam às suas ideias pueris sobre si, sobre tudo e todos, afogando-se em meio ao inevitável fluir das alvoradas; naufragando em sua consciência sufocada pelo vitimismo.

O QUE É ISSO COMPANHEIRO? - O socialista, declarado ou enrustido, atesta muitas e muitas vezes, com suas atitudes, um insincero ódio e uma indisfarçável inveja dos bem sucedidos. Inveja essa muitíssimo maior que seu dissimulado amor pelos desafortunados e miseráveis do mundo. Não é à toa que nos países socialistas, dum modo geral, a repressão à inovação e a criatividade abundam tanto quanto a miséria é generalizada.

ZELO E AMOR - Quando ouço um padre falando mal da Santa Missa Tridentina, confesso: uma profunda tristeza abate-se sobre meu coração. E se ele diz isso em meio a sua homilia, outra vez confesso: uma grande ira invade meu ser.

Ora, o Rito Tradicional expressava, em sua própria forma, um profundo e amoroso zelo por Nosso Senhor; zelo esse que era visível sem a necessidade de palavras. Não é à toa que santificou muitíssimas almas.

Agora, pergunto eu: quantas almas estão sendo santificadas pela maneira desleixada que muitas e muitas Santas Missas são celebrados hoje? Aliás, quantas almas são salvas pelos enxovalhos proferidos contra esse tesouro da fé que é o rito instituído pelo missal de São Pio V? Eis aí a questão que não quer calar.

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ATRAVANCANDO UM PAÍS SEM RUMO

Por Dartagnan da Silva Zanela

MUITAS MESMO - Muitas pessoas preferem supostas soluções que tenham um forte apelo dramático do que optar por uma atitude razoável e prudente frente aos problemas que lhes são apresentados.

PROGRESSISTAS À BRASILEIRA - O historiador Ernest Renan dizia que os verdadeiros progressistas são aqueles que nutrem um profundo respeito pelo passado. Nesse sentido, no Brasil atual, a palavra progressista teria o sentido inverso do que fora apontado, haja vista que nessas terras os intelectuais e cidadãos que se intitulam progressistas não apenas tem um grande desdém pelo passado; eles desejam, na real, destruir tudo o que nos foi legado por ele.

ESPELHO, ESPELHO MEU - Não existe beleza, nem mesmo amor, sem uma razoável dose de pudor. Na ausência desse odor, a beleza transfigura-se em vulgaridade e o amor transubstancia-se numa reles relação coisificada. Por essa e outras que hoje o Brasil é tão vulgar quanto deprimente.

SEM CAMINHO ACERTADO - Quem não sabe para onde deve ir está à deriva e, dum modo geral, encontra-se cônscio de sua desorientada situação. Porém, quem vai para onde bem quer está perdido e imagina estar no rumo certo. Tadinho do tontinho. Mais perdido que um cego no meio de um tiroteio.

TROLOLÓ EPISTEMOLÓGICO - Pouco importa se você é parcial ou imparcial. Não tem muita importância se você é ou não objetivo. Tudo isso é frescura de quem tem preguiça de estudar.

O que realmente importa é saber se realmente desejamos conhecer a verdade, mesmo que ela nos contrarie. É isso o que realmente interessa. O resto não passa de trololó de gente que gosta de fazer pose de sabido sem, necessariamente, saber nada.

JARDINS MORTOS - Atualmente o que o sistema educacional tem feito, com grandessíssima eficiência, é criar e alargar desertos e mais desertos culturais, morais e espirituais ao invés de cultivar jardins onde essas flores, noutras primaveras, abundavam.

E tem mais! Se os intelectuais, políticos e militontos, com duas mãos esquerdas, não conseguem realizar os seus projetos criminosos de poder, no ritmo que eles desejam, é porque estão sendo contrariados por vários setores da sociedade e por muitíssimas pessoas que simplesmente desaprovam suas sandices.

Outra coisa: o nome que se dá a isso não é dificuldade institucional, nem retrocesso conservador e muito menos fascismo, como eles gostam de rotular. O nome disso, meu caro, é democracia. Capenga, mas é.

HIPOCRITAMENTE CORRETO - Se você é daqueles que gosta de erguer uma taça de vinho no conforto dum restaurante, ou no aconchego de seu lar, para falar da importância da preservação dos direitos humanos dos humanos que agem de maneira infra-humana, lembre-se que para você poder fazer isso há uma multidão de homens e mulheres tendo que sujar as mãos para que você possa manter as suas bem limpinhas, podendo, inclusive, enxovalhá-los com o seu discurso humanamente esterilizado.

De mais a mais, vale lembrar que as pessoas que veementemente reprovam todo e qualquer ato de violência assim procedem não porque sejam melhores do que o restante da humanidade, mas sim, porque elas podem contar, direta ou indiretamente, com pessoas que estejam realizando esses atos em seu lugar para que ela possa continuar sentindo-se boazinha, tomando seu vinhozinho no conforto e na segurança de seu lar.

QUANDO MENOS É MAIS - Seria interessante diminuir a interferência do Estado na sociedade. O Tiranossauro Rex estatal teria menos justificativas para abocanhar os ganhos dos cidadãos através dos impostos, tributos e taxas que ele ama nos cobrar. Diminuindo o gigantismo atrofiado do Estado diminuiria, necessariamente, o poder dos políticos sobre os recursos produzidos pela sociedade e, consequentemente, haveria menos corrupção.

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A CARROÇA ENGUIÇOU

Por Dartagnan da Silva Zanela

MAIORES DE DEZOITO - Um claro sinal de criancice em idade "madura" é quando o sujeito despreza a diferença abissal que há entre o que seja uma negociação razoável e uma chantagem descarada. Se o caiçara não sabe a diferença, não tente explicar; é perda de tempo. No final das contas ele não vai entender e, ainda, irá te chantagear.

VIDA SUÍNA - É muito mais fácil culpar os outros do que tentar entender e assumir a nossa cota de responsabilidade. É muitíssimo mais cômodo criar um bode expiatório para nos limpar de nossas imundices. E limpamo-nos, muitas vezes, em nossa própria sujeira para continuarmos sendo o mesmo tonto de sempre. Outras vezes conseguimos a façanha de nos tornar piores, bem piores, após esse tipo de lambança.

RESUMINDO O ENTREVERO - Ensina-nos Anatole France que todas, todinhas, as nossas verdadeiras misérias são íntimas. Muitas vezes procuramos ludibriar a nós mesmos creditando ao mundo a origem do fardo que temos de carregar sobre nossos ombros, mas não tem jeito não; formamos nossas tristes indigências dentro de nós com a nossa própria substância. Ou, falando em português bem claro: o mundo pode até ser uma merda, mas nós não passamos de uns bostas.

PROBLEMAS E PROBLEMAS - Uns tem dificuldade para escrever, outros tantos se sentem melindrados para falar em público e, há ainda aqueles que enfrentam de modo varonil, ambas as dificuldades. Porém, há muitos, muito mais do que se imagina, que não sabem do que estão escrevendo e muito menos o que estão falando e, pra piorar o quadro, não estão nem um pouquinho interessados em superar a sua gritante dificuldade. Ou, nesse caso, deveríamos chamar de leviandade?

VERSO E REVERSO - Na sociedade atual, quando algo é noticiado, a versão dos fatos sempre tem um apelo maior que os próprios fatos. No final, a versão acaba sempre tomando o lugar da realidade sonegada. E assim o é, porque tal qual o noticiário, dum modo geral há, perambulando pelas ruas, mais versões de terceira mão de cidadãos do que cidadãos de fato.

PROFUNDIDADES ABISSAIS - O mundo está cheio de cabeças ocas, mas eles não são iguaizinhos entre si não. Há aqueles que são superficiais, como dum modo geral são todos os cabeças de vento. Porém, há aqueles que querem parecer profundos, muito profundos, mas não tem jeito; eles são o que são. Aliás, nesse pífio esforço eles conseguem ser mais superficiais do que a média geral dos tontos, entregando-se a um papelão tão ridículo que até as moscas coram de vergonha, tamanha a profundidade abissal da esterqueira mental desses sujeitos.

CRITÉRIOS - Para a maioria dos intelectuloides com duas mãos canhotas, os fatos, a tal da lógica e dos procedimentos científicos, não tem grande valia. Para esses sujeitos, tudo isso é ideologicamente determinado e impregnado de elementos subjetivos. Tudo, para eles é socialmente construído, por isso, relativo.

Ora, quando se despreza a primazia dos fatos, dos procedimentos e, principalmente, a procura sincera pela verdade, o que resta como critério de credibilidade para qualquer conhecimento é o consenso grupal que, por sua deixa, além de ser algo muito importante para um adolescente sentir-se seguro de si também é um trem indispensável para um intelectuloide militante não cair no vexame de sua execrável condição.

A PALHAÇADA É TODA ESSA - Um dos grandes problemas dos sujeitinhos “pensantes”, com duas mãos canhotas e um grande limbo entre as orelhas, é que eles confundem postura e capacidade crítica com atitude e impostura dramática.

No fundo, bem lá no fundo, eles nunca pararam pra analisar seriamente os assuntos que tomam o centro de suas parlações; muito menos questionaram os pressupostos que norteiam os seus pontos de vista. Isso dá trabalho, leva tempo e, principalmente, fazendo isso correm o risco de ter de negar tudo o que eles acreditam. E isso, para essa gente, é dureza meu amigo.

Por isso eles carregam nas tintas pra dramatizar a apresentação de suas convicções pra contrabalançar a falta de fundamentos das mesmas. Dão chilique, batem o pezinho, esmurram o peito arrotando indignação, fazem manifesto, protesto, ato público, enfim, capricham na pose de bom-mocinho revoltado já que estudar seriamente dá um trabalho miserável. 

Resumindo o entrevero: quanto maior a dramaticidade da exposição dum ponto de vista, menor será sua alegada criticidade. Lamento.

DE “A” ATÉ “Z” - A sociedade brasileira não tem um “Q” de insanidade. Ela, em seu conjunto, é o alfabeto completo de demência.

FANTOCHES A GRANEL - O analfabeto nato tem uma relativa vantagem sobre o analfabeto funcional. O lato sabe que está privado de certas informações e, por isso, prudentemente fica sempre com o pé à trás com relação a tudo que lhe dizem. Sente-se ressabiado toda vez que lhe apresentam algo que contrarie tudo aquilo que ele aprendeu como sendo correto.

O analfabeto funcional não. Esse, ao contrário do primeiro, tem a ilusão de que está sempre muito bem informado. Nunca lhe ocorre que tudo o que ele supostamente sabe pode ter sido concebido para ele ter apenas essa sensação de suposta superioridade; sensação essa advinda do fato dele repetir continuamente um amontoado de slogans e palavras de ordem que são bem vistas pelos seus iguais e que lhe dá o status de gente sabida (crítica, como eles gostam de dizer).

Resumindo: é muito mais fácil manipular um analfabeto funcional presunçoso e diplomado do que um ignorante de pedra.

SENTA QUE O LEÃO É MANSO - Um dos muitos males que intoxica a alma do brasileiro é essa mania covarde de fingir que não está vendo um problema, principalmente quando a responsabilidade primeira por ele é do próprio dissimulado. E no fingir que não vê, inventam-se mil e um malabarismos para justificar ou minimizar a tragédia que está sendo encenada diante de sua fuça. Que coisa feia. Por essas e outras que vovó dizia que tapar o sol com uma desculpa não faz chover no sertão. Fazer isso apenas agrava mais e mais a situação.

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