Bem vindo ao blog de Dartagnan da Silva Zanela, Cristão católico por confissão, caipira por convicção, professor por ofício, poeta por teimosia, radialista por insistência, palestrante por zoeira, bebedor de café irredutível e escrevinhador por não ter mais o que fazer.

Pesquisar este blog

ALGUNS PALPITES E UMA XÍCARA DE CAFÉ




Por Dartagnan da Silva Zanela (*)

(i)
QUANDO UMA ABSURDIDADE INTOLERÁVEL passa a ser aceita e respeitada por uma geração como senso algo bom e, como dizem, tolerável, a geração subsequente, infeliz e inevitavelmente, acabará aceitando como natural o que até então era evidentemente aberrante e passará a encarar como inaceitável tudo aquilo que seja contrário ao absurdo agora normatizado.

(ii)
NA SEMANA EM QUE SE CELEBRA os 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, e dos 100 anos do milagre do Sol de Nossa Senhora em Fátima, todos nós tivemos que testemunhar, atônitos, a uma investida alucinada e alienante realizada pela grande mídia, empresas, artistas, intelectuais, enfim, de toda horda que está alinhada com a agenda dos potentados globalistas que, histericamente, reafirmaram os sofismas da ideologia de gênero como se fosse a revelação dum novíssimo e apócrifo evangelho segundo Nero.

Aliás, reafirmaram o que a décadas esses potentados vem sorrateiramente semeando, no coração e no imaginário da sociedade, por meio de seus serviçais, cônscios ou não de seu papel.

Tais atitudes, que afrontam o bom senso de maneira vergonhosa, ao seu modo, tem lá o seu lado bom, haja vista que revelaram, de supetão, o que de fato está subjacente a toda essa insanidade politicamente correta que pretende tornar-se hegemônica na sociedade e nas almas dos indivíduos. Agenda essa que não almeja o bem de ninguém; nem de héteros, nem de homossexuais, muito menos das futuras gerações.


(*) Professor, caipira, cronista e bebedor de café.

O RATO QUE NÃO RUGE


Por Dartagnan da Silva Zanela (*)

(i)
O ABUSO DE AUTORIDADE É ALGO degradante, repugnante, pois revela de que matéria é feita a alma do portador do dito cujo do poder usado e abusado em nome sabe lá do que, ou de quem. Todavia, não apenas a posse deste revela a substância dum sujeito. O denuncismo também, seja ele histérico ou sorrateiro. Essa prática covarde, típica dos capachões, desvela a verdadeira face duma pessoa que anseia deleitar-se com o abuso do poder, mesmo que seja apenas através da sombra de outrem. Enfim, no fim das contas, o denuncismo e o autoritarismo são o verso e o reverso da mesma moeda podre largamente usada no mercado patrimonialista da canalhada unida.

(ii)
O QUE DE FATO É TRISTE, digo, o que de fato faz-se vergonhoso é termos de testemunhar, atônitos, o silêncio covarde e escandaloso de grandíssima parte do clero católico frente as aberrações blasfemas que escandalizaram inúmeras almas nas últimas semanas em nosso triste país; aberrações que, dissimuladamente, foram e são apresentadas soberbamente como se fossem manifestações artísticas do mais aquilatado gabarito quanto, na realidade, não passam de excrementos enfeitados.

(iii)
IDENTIFICAR UM MONTE DE EXCREMENTO pelo que ele de fato é não seria, de modo algum, um ato de censura. Não mesmo. É um ato de bom senso. Afinal de contas, cada coisa deve ser claramente identificada pela sua natureza, não pela sua imagem enganosa. Se equivocado estou no que digo, então sinta-se à vontade para degustar um bom prato de merda que lhe seja apresentado pomposamente como sendo uma suculenta picanha. E coma tudinho sem reinar, afinal, contrariar a majestade da obra dum "artista", ou o parecer demiúrgico dum "intelectual" mui bem diplomado, dizendo tão somente o óbvio ululante é coisa de fascista malvado. Muito malvado.

(iv)
RESUMO MUITO BEM FEITO pelo Deputado Onyx Lorenzoni em discurso proferido no dia 11 de novembro de 2017 na Câmara dos Deputados. Por isso recomentado esse vídeo. Não apenas ele, mas também e principalmente o estudo do teor putrefaz das referências indicadas pelo parlamentar em sua preleção. Estudo esse que não podemos nos dar ao desfrute de desdenhar. Não mesmo. De jeito maneira.
https://www.youtube.com/watch?v=DAkBMN3nt6c

(v)
APEGAR-SE A UMA IDEOLOGIA, recorrer a qualquer uma, pra tentar dar algum sentido tosco para uma vida vivida sem nenhum propósito que valha é coisa pra jacu.


(*) Professor, caipira, cronista e bebedor de café. 

DELICADO FEITO PINO DE PATROLA


Por Dartagnan da Silva Zanela (*)

(i)
NÃO HÁ DÚVIDAS DE QUE UMA OBRA DE ARTE pode muitas vezes conter certo ímpeto revolucionário, um determinado timbre de contestação que pode revitalizar o quatro geral duma civilização. Outra coisa bem diferente são os chiliques infantis que se tornaram tão corriqueiros em boa parte da arte contemporânea.

(ii)
NA ÂNSIA DE PARECER ORIGINAL, na veleidade de querer se apresentar como um furioso contestador de tudo e de todos, muitíssimos sujeitos - que se apresentam como artistas e intelectuais - acabam terminando por desedificar tudo e todos; acabam degradando-se através da apresentação da suma decomposição de sua humanidade, como se essa fosse digna de aplausos e que, no frigir dos ovos, não chega nem mesmo a ser digna de pena.

(iii)
CERTA FEITA, NIETZSCHE HAVIA DITO que a arte existe para que a verdade não nos destrua. O que, talvez, o cáustico bigodudo não imaginava que aconteceria é que, numa certa época, surgiriam certos artistas que dedicariam todas as forças de sua alma para destruir a verdade através da decomposição da arte.

(iv)
A FUNÇÃO PRIMEIRA DA ARTE é nos revelar as múltiplas faces do bem, do belo e do verdadeiro em sua unidade que transcende todas as contingências culturais. Hoje, porém, ao que tudo indica, essa função está sendo brutalmente revogada em nome da celebração de tudo aquilo que é mal, disforme, falso e que, por isso, corrobora para a desintegração da integridade da alma humana.


(*) Professor, caipira, cronista e bebedor de café.

CUTUCANDO ONÇA COM PALAVRAS CURTAS




Por Dartagnan da Silva Zanela (*)

(i)
O MUNDO MODERNO PERDEU O SENSO da alegria. Tamanha é a confusão que a loucura escandalosa passou a ser tida como medida universal de contentamento.

Tamanha é a confusão que, se uma pessoa apresenta-se serena, a placidez de seu semblante é tida como uma manifestação discreta de tristeza.

Se isso já não fosse o suficiente, confunde-se a júbilo com a satisfação de todo e qualquer prazer rasteiro. Não que o prazer seja ruim. Não mesmo. O que é sinistro é colocá-lo, com sua efemeridade e seu insaciável apetite, no lugar a alegria.

Não é por menos que a cada dia que passa, vemos mais e mais um crescimento no número de almas sorumbáticas, atordoadas com a monotonia da vida moderna, pois, ao contrário da alegria, os prazeres, com o tempo, se esgotam, deixando um vazio nos inquietos corações humanos.

Enfim, por essas é outras que toda pessoa minimamente sensata sabe que esse mundo não é um harém, nem um parque de diversões; toda alma minimamente razoável sabe que peregrinamos num vale de lágrimas e que não devemos tratar os gozos efêmeros que encontramos aqui e acolá como sendo o ponto arquimédico da plenitude de nosso ser que, por sua deixa, não pode ser obtida aqui neste mundo e, muito menos, dessa maneira.

(ii)
POR MAIS QUE SEJA ALGO DESEJÁVEL, uma mudança, grande ou pequena, sempre nos causa calafrios.

(iii)
SE AS PREOCUPAÇÕES LEVIANAS INVADEM A TUA alma, ocupe-se. De preferência de algo minimamente edificante e que seja razoavelmente decente.


(*) Professor, caipira, cronista e bebedor de café.

A TRISTEZA DO JECA




Por Dartagnan da silva Zanela (*)

(i)
SEMPRE DESCONFIEI, E IREI CONTINUAR até o fim dos meus dias desconfiando, de todo aquele que se vangloria, publicamente, da caridade que fez aqui e acolá, principalmente se essa foi realizada com o chapéu do contribuinte.

Ora, o velho conselho é claríssimo: não deixa que tua mão esquerda saiba o que fez a tua direita (Matheus VI; 3). O dito é antigo e repetido a exaustão em todos os pampas, porém, o conselho bíblico é ignorado olimpicamente por todas as vivas almas que se fazem de generosas, movidas, sempre, pelos mais variados e indignos interesses de ocasião.

E o pior é que tem muito tongo de carteirinha que acha esses showzinhos patéticos a coisa mais linda do mundo. E como tem meu caro Watson! Como tem.

Bem, de minha parte, fico cá com o conselho de Coelho Neto que nos lembra, através de seus rabiscos esquecidos, que a caridade deve sempre ser tal qual a luz do sol, que generosamente tudo ilumina sem mostra-se; e similar ao aroma das flores, que perfuma o ar sem que seja preciso tocá-las. E isso é algo bem diferente do espirito caritativo que reina por essas brasílicas plagas. Bem diferem mesmo.

(ii)
DA MESMA FORMA QUE ATRAVÉS DA EDUCAÇÃO dos filhos reconhecemos as virtudes, ou os vícios, dos pais, na civilidade dum povo reconhecemos a grandeza, ou a pequenez, dos governantes.

(iii)
SÓ OS MEDÍOCRES TEMEM a solidão. Somente uma alma muitíssimo tosca apega-se a companhias fúteis e entrega-se a conversar vazias e bocós por medo da solitude.

É. A solidão, com sua aspereza pode fortalecer nosso espírito; já a frequência regular em colóquios fúteis irá, com o tempo, nos corromper até o tutano da alma.

(iv)
LEMBRE-SE, HOJE E SEMPRE: este mundo, onde nos encontramos exilados, não é um mar de rosas; é um vale de lágrimas. Meditemos sobre isso e compreenderemos a real natureza da felicidade.


(*) Professor, caipira, cronista e bebedor de café.

NA CANOA FURADA




Por Dartagnan da Silva Zanela (*)

(i)
NUMA PASSAGEM DE SEU LIVRO “ORTODOXIA”, Chesterton nos lembra de que um lunático é um sujeito que perdeu tudo, tudo mesmo, menos a razão. Afirmação essa que facilmente podemos comprovar quando, por descuido, damos trela para que uma pobre alma, ideologicamente deformada, exponha as suas sandices utópicas, as suas tais razões.

(Em casos como esse, papel higiênico pouco é bobagem. Previna-se).

Doravante, sujeitos assim, desse naipe confuso, visivelmente perderam tudo, inclusive a noção do ridículo, porém, todavia e, entretanto, não abrem mão, de jeito maneira, de suas razões furadas, com as quais ele procura se proteger de qualquer um que tenha a petulância de lhe contar uma verdade, por pequena que seja.

E, esses pobres diabos agem assim porque têm medo de conhecer a verdade. Eles a temem porque a dita cuja irá, provavelmente, implodir os alicerces de sua vida, destronando as razões equivocadas sobre as quais eles construíram sua existência.

Enfim, esses lunáticos, como qualquer desequilibrado, agarram-se com unhas e dentes às suas razões, porque são as únicas coisas que lhes restaram em sua confusa e delirante personalidade de papelão crítica e ideologicamente engajada, é claro.

(ii)
MUITOS CABOCLOS GOSTAM DE SE VANGLORIAR de que são pessoas autoconfiantes. Tolice. Somente uma pessoa desvairada, fraca de espírito e com um caráter de gelatina enche a boca pra dizer uma coisa dessas.

Sou franco em dizer que compreendo perfeitamente que uma pessoa realize isso ou aquilo porque confia plenamente em alguém, em algo ou em Deus; mas, porque confia plenamente em seu taco é algo que, para mim, sinceramente, não orna.

Digo isso porque a manifestação de tal tipo de fé em si mesmo, de tal egolatria, nada mais seria que uma forma muito simplória de tentar disfarçar a humana insegurança interior que advém duma soberba oca, tão bem vista pela sociedade modernosa, ciosa por querer ser o onipotente e que, ao invés disso, sem querer querendo, acaba apenas afirmando e confirmando a nossa total impotência.

Enfim, quando cremos, candidamente, que somos as criaturinhas mais perfeitas, as mais honestas e realizadoras de todas as vivas almas desse mundo, estamos depositando sobre nós mesmos uma confiança que apenas é devida a uma deidade.

E o pior é que todos nós fazemos isso. Uns com uma frequência maior que outros, mas todos, de vez em quando, cometemos esse deslize.

Pior! Há aqueles que veem esse tipo soberbo de atitude como sendo uma manifestação cabal de humildade, tamanha é a perversão que impera nos dias plúmbeos em que vivemos.

Resumindo o entrevero: autoconfiança, em excesso e por si só, não é sinônimo de força; é um claro sinal duma soberba fraqueza. Só isso e olhe lá.


(*) Professor, caipira, cronista e bebedor de café.

DATA ESTELAR 20170929




Por Dartagnan da Silva Zanela (*)

(i)
O QUE UMA PERSONALIDADE MEDÍOCRE, tipicamente brasileira, deve fazer para amadurecer e vir a ser uma pessoa digna, prestativa e boa? O que mesmo? Pois é. Essa questão, em meu ver, deveria ser a coluna central no processo de formação dum indivíduo. Questão essa que, em nossa sociedade, nem mesmo chega a ser cogitada. Nem de leve, nem de longe.

(ii)
O CONSERVADORISMO não é uma ideologia, nem um partido, muito menos uma facção; é apenas a atitude característica de toda e qualquer pessoa minimamente decente.

(iii)
POR QUE DEVEMOS OPINAR sobre isso ou aquilo? Por vaidade. Por leviandade. É isso. Só por isso. Opina-se por imaginarmos que sabemos algo sobre aquilo ou sobre esse outro, que apenas ouvimos falar aqui ou acolá e que, de certa forma, tais causos jornalísticos, mal comunicados e mal compreendidos, acabam causando em nós aquele velho sentimento de indignação. Ah! A tal da indignação que, como sempre, anda de mãos dadas, faceira da vida, com a leviandade e com a vaidade, numa ciranda suja e sem fim que nos arrasta para nos lambuzarmos em toda ordem de futricas que, por sua deixa, passam a integrar a nossa vida sem fazer a menor cerimônia.


(*) Professor, caipira, cronista e bebedor de café.