Bem vindo ao blog de Dartagnan da Silva Zanela, Cristão católico por confissão, caipira por convicção, professor por ofício, poeta por teimosia, radialista por insistência, palestrante por zoeira, bebedor de café irredutível e escrevinhador por não ter mais o que fazer.

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QUEM GOSTA DE LIXO É INTELECTUAL



Por Dartagnan da Silva Zanela (*)

(i)
ESQUISITICES ENGAJADAS - O caboclo que diz ter uma consciência crítica, que afirma ser o detentor de uma opinião crítica e que, por isso, declara ser uma pessoa criticamente crítica, não quer dizer que ele tenha uma compreensão mais profunda da realidade ou que ele seja mais sabido que a média geral da população. Nada disso. Ele é apenas um sujeito carente de atenção, com uma imaginação distorcida, que se apega mortalmente a qualquer esquisitice para, escandalosamente, tentar tornar-se o centro das atenções e poder, desse modo, encontrar-se com outros esquisitões como ele para não ter que se sentir diminuído em sua nulidade existencial criticamente crítica.

(ii)
UMA SALVA DE PALMAS - Para muitas almas sebosas, se um cretino, com toda aquela afetação intelectual típica das criaturinhas críticas, soltar um peito, para elas isso será tido na conta de uma eloquente obra arte. Obra digna de aplausos e de financiamento estatal. E aí de quem ousar dizer o contrário. Quer dizer: aí de quem tiver a petulância de dizer o óbvio ululante.

(iii)
TIC-TAC - A cada dia que passa, mais e mais evidente fica, para todos aqueles que não tem ramelas ideológicas nos olhos, de que matéria é feita a moral daquele trem fuçado que era ufanado por muitos como sendo o impoluto partido da ética.

(vi)
A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR: durante os anos vermelhinhos tivemos cinquenta milhões retirados da pobreza ou da pobreza foram tirados R$ 50.000.000.000,00? É. Imagino que a cifra seja bem maior que isso. Bem maior.

(v)
O DISCURSO VITIMISTA é mais ou menos assim: o caboclo fica revoltadinho porque ninguém fez por ele o que ele deveria ter feito por si.


(*) Professor, caipira, cronista e bebedor de café.

AS BOTAS DE CABRAL




Por Dartagnan da Silva Zanela (*)

(i)
CONFUSÃO TOTAL - Na sociedade atual muitas pessoas, muitas mesmo, se encontram num lamentável estado de desordem espiritual e, assim estão, por terem caído no malicioso canto das sereias cínicas e levianas de hálito politicamente corretas e, por isso, acabam facilmente confundindo o que é certo com aquilo que aparentemente lhes convém e, tal situação, é tão triste para os indivíduos, em particular, quando danosa para a sociedade, dum modo geral.

(ii)
RIDICULAMENTE NADA ORIGINAL - O carniça que diz, com aquela voz mansinha e disfarçada, que tudo é relativo e que, por isso, teria o mesmo valor, normalmente é o mesmo filho duma égua que histérica e violentamente afirma que o seu modo de ver o mundo é o único bonzinho que existe e que estaria totalmente liberto daquilo que eles raivosamente chamam de preconceitos e de discurso de ódio. Aí que ódio.

(iii)
NOVOS DEUSES - Os homens modernosos, com seus espelhinhos digitais sempre à mão, soberbamente abandonaram o devido culto a Deus para se agarrar tolamente aos ídolos do momento.

(iv)
QUE DÓ DA FORMIGUINHA - Chega quase dar dó imaginar os sectários da seita Lulista dos últimos dias lendo, agoniados, a cartinha do Palocci, enquanto seu castelo de cartas pútridas cai todinho no chão.

(v)
A VERGONHA DE DA VINCI - Tá virando rotina, na sociedade atual, termo de nos deparar com mostras fecais de depravados que apresentam-se como se fossem artistas. Pior! Se alguém ousa simplesmente dizer o óbvio, de que a sua suposta arte não passa duma depravação asquerosa, de uma devassidão não somente ética e moral, mas também e principalmente estética e conceitual, mais do que depressa aparece dos esgotos uma outra horda de depravados, progressista e revolucionários, para advogar em favor da destruição de todo senso de razoabilidade que é promovido por essas tranqueiras artísticas. E não apenas isso! Essas alminhas sebosas, todas enfezadinhas, vêm com aquele papo de sonso indignado dizendo que estão querendo cercear a liberdade de expressão dos supostos artistas e blábláblá. Ora bolas e carambola! Quer saber? Vão todos catar coquinho! Vão obrar no mato e se limpar com urtiga e apresentem o resultado disso como uma performance transversal da agonizante estultice diplomada contemporânea. Tal performance não será bonita. Não mesmo. Mas, ao menos, quem sabe, será engraçada.


(*) Professor, caipira, cronista e bebedor de café.

LÂMINA AFIADA, BARBA MAL FEITA




Por Dartagnan da Silva Zanela (*)

(i)
Todo aquele que se gaba de viver matando o tempo, cedo ou tarde, mas em tempo, é morto por ele.

(ii)
Deveríamos agir de modo similar aos cães, no que se refere as amizades, livros e músicas. Tal qual os caninos, deveríamos conhecê-los pelo seu cheiro, pelo odor que a alma desses exala.

(iii)
Quando, por descuido, vejo um grupinho de pessoas dançando funk, onde as raparigas flexionam os joelhos, arrebitando os glúteos, no tal do quadradinho, para que os rapazolas insinuem estar deslizando sua mão sobre a protuberância empinada, tenho a clara impressão de que as primeiras estão, eroticamente, pedindo para terem suas nádegas limpas, enquanto os segundos manifestam, alegremente, o desejo de fazê-lo com a mão desnuda, sem um pedaço sequer de papel higiênico.

(iv)
Nada mais confuso que um caipora que confunde o brilho de uma ideia com o seu conteúdo.

(v)
O tongo de carteirinha é aquele sujeito que tem sua personalidade alicerçada em uma ideologia de araque. Retire-a dele e a única coisa que restará será apenas um garotinho, ao mesmo tempo assustado e revoltado com a realidade e com ele mesmo.

(vi)
Com grande frequência os filhos da modernidade, que se creem livres e emancipados, imaginam que a aceitação de toda e qualquer vulgaridade rasteira seria sinônimo de tolerância e liberdade.


(*) Professor, caipira, cronista e bebedor de café.

O VELHO SERROTE DESDENTADO




Por Dartagnan da Silva Zanela (*)

(i)
Não queira ter razão nisso ou naquilo. Queira, humilde e sinceramente, conhecer a verdade.

(ii)
Trocamos, hoje em dia, os preciosos tesouros que enriquecem a nossa alma por bugigangas eletrônicas de valor duvidoso, de modo similar aos índios de antanho com seus espelhinhos.

(iii)
Não tenho nada contra que Lula tenha, aqui e acolá, pessoas que o defendam. Não mesmo. Que todo cabra defenda o que bem entender. O juízo é de cada um e a consciência também.  O que é difícil de compreender é que alguém o idolatre como se ele fosse uma espécie de deidade imaculada, sem pecado algum, como certa feita havia dito a viva alma mais honesta dessas plagas.

(iv)
Não houve uma única grande tragédia humana que não tenha sido perpetrada com boas intenções; não houve um só morticínio em massa que não tenha sido realizado em nome duma utopia; em nome dum mundo melhor.

(v)
Bom-mocismo, cedo ou tarde, sempre acaba descambando em genocídio. Cedo ou tarde.

(vi)
Nosso Senhor disse que devemos amar uns aos outros como Ele nos amou, mas Ele não disse que devemos permitir que, toda ordem de canalhas, nos façam de otários sem o menor pudor.

(vii)
O coletivismo é o último refúgio dos canalhas da mesma forma que o individualismo é o primeiro esconderijo dos covardes.

(viii)
Todo canalha politicamente engajado faz da fogueira de futricas e maledicências o tribunal de primeira e última estância de sua deformada consciência.


(*) Professor, caipira, cronista e bebedor de café.

ISSO, ISSO, ISSO, ISSO...




Por Dartagnan da Silva Zanela (*)

(i)
O passado de um homem fala muito a respeito dele. Muito. Mas muitíssimo mais que seu passado, o que ele faz com seus ditos e feitos pretéritos, conta-nos que tipo de pessoa ele pretende ser. Que tipo de pessoa ele, de fato, é.

(ii)
Hoje, mais do que nunca, devemos ter muita atenção a tudo o que nos chega através dos meios de comunicação; de todos eles, pois, no quesito informação, uma boa dose de prudência e paciência, tal qual caldo de galinha, nunca fez mal a ninguém. Nunca mesmo.

(iii)
Reencontrar velhos amigos, mesmo que o encontro seja apenas virtual, é sempre muito bom. Uma graça dos Céus.

(iv)
Todos sabemos que na fala de muitos indivíduos, de muitíssimos, há uma não tão clara intenção ideológica, mas isso, em si, não é um complicador tão grave como muitos supõe. O enrosco, em meu ver, está no fato de que, independente do odor ideologizado que está presente na boca de Sicrano ou Beltrano, existe muitas vezes uma intenção deliberada de mentir, de falsear a realidade dos fatos que é muitíssimo mais danosa que uma mera crença ideológica de araque. E, tal encrenca, não se explica simplesmente analisando os pressupostos ideológicos deste ou daquele discurso, mas sim, confrontando-se o dito, ou o escrito, com os fatos mesmos para, desse modo, nos protegermos contra as artimanhas sombrias dos mais variados e sujos jogos linguísticos que infectam a sociedade contemporânea. Porém, todavia e, entretanto, não podemos nos esquecer que nós também devemos, necessariamente, ter uma sincera intenção de conhecer a realidade e não apenas de encobrir um engodo que repugnamos com uma farsa que simpatizamos, pois, se procedermos assim, estaremos apenas trocando seis por meia-dúzia.

(v)
Quando um sujeito exige o tal do respeito já está dando claríssimos sinais de não ser digno do dito cujo; do mesmo modo, todo o cretino que se esconde nas sombras do tal foro privilegiado não é merecedor de respeito algum.


(*) Professor, caipira, cronista e bebedor de café.

APENAS UMA E OUTRA OBSERVAÇÃO




Por Dartagnan da Silva Zanela (*)

(i)
Em momentos tenebrosos, quando a correnteza da desesperança abala os alicerces da sociedade presente, urge que voltemos nossos olhos, com seriedade e serenidade, para o passado de nossa sociedade para resgatarmos nossa ligação com a humanidade.

(ii)
É impossível compreendermos a realidade presente sem o devido estudo da dita cuja da História. Detalhe: estudá-la para obter a tal da compreensão histórica não significa decorar criticamente um amontoado de locares comuns com alto grau de infecção ideológica. Não mesmo. Significa, sim, muito esforço intelectual e uma abertura abnegada para possíveis defrontações com inevitáveis surpresas que, em muitíssimos casos, contrariam tudo o que temos por certo. Outro detalhe: conquistar a tal compreensão em profundidade não significa que estamos autorizados a absolver os desajustes presentes. Significa apenas que teremos uma visão mais profunda e clara do tamanho do enrosco que nosso país acabou se enfiando.

(iii)
Relativizar todos os valores e bens culturais é o primeiro passo dado pelos medíocres que, por sua natureza, não medem esforços para excluir tudo aquilo que é bom, belo e verdadeiro para que, desse modo, mais facilmente possam impor o disforme, tão quisto por eles, como se fosse o novo padrão de beleza, bondade e verdade.

(iv)
Tão pérfidos e abjetos quanto os carniças que se dedicam noite e dia a disseminar futricas e calúnias levianas são os filhos duma égua que se regozijam ao lê-las e ouvi-las.

(v)
Rezemos uns pelos outros para que Deus, em sua infinita misericórdia, não nos deixe esmorecer e cair diante dos desafios e obstáculos com que nos defrontamos em nossa caminhada por esse vale de lágrimas.


(*) Professor, cronista, caipira e bebedor de café.

CHIMARREANDO SÓ



Por Dartagnan da Silva Zanela (*)

(i)
Em toda e qualquer multidão que paire uma névoa de unanimidade, dificilmente encontraremos algo que não seja alguma forma, refinada ou bruta, de estultice. Do mesmo modo, dificilmente encontramos algo nos grupelhos histéricos, politicamente engajamos que divergem de tudo e de todos, que se assemelhe com um mínimo de bom senso. Enfim, seja como for, é somente na solidão de nossa consciência individual que podemos dar testemunho da verdade sobre algo e, principalmente, sobre nós mesmos.

(ii)
Se um sujeito depravado diz um punhado de verdades, a imoralidade do caipora não revoga a veracidade do que fora dito por ele. Saber fazer essa sutil distinção evidencia capacidade de discernimento. Ignorá-la é prova de pura e simples leviandade.

(iii)
Fofoca é o timbre distintivo das almas levianas. Essas guardam, silentes, em seus corações, todo ódio e rancor que sentem por algo ou alguém e, quando aparece no horizonte uma centelha de maledicência, que passa a ser espalhada de modo incauto, de imediato, se agarram a ela como se tal gesto fosse uma espécie da galardão de sapiência ou, como gostam de dizer, de criticidade.

(iv)
O apelo a calúnia é a única arma daqueles que não esmeram-se em procurar a verdade.

(v)
Só pra constar: velas apagadas não chamam mariposas da mesma forma que lâmpadas queimadas regozijam-se levianamente com toda ordem de futricas.


(*) Professor, caipira, cronista e bebedor de café.